sábado, 9 de maio de 2015

Não te devo nada!

Quero partilhar um texto,que concordo e sinto a sua veracidade:

"Ao ler uma entrevista do escritor e psicólogo Roberto Goldkorn, onde ele fala do seu livro “Não te devo nada”, chamou-me atenção um trecho onde ele cita uma história corriqueira, nos relacionamentos. Mas, o que achei ainda mais interessante, é que este caso mostra o quanto uma pessoa, muitas vezes considerada emocionalmente frágil (no caso um alcoólatra), pode ser tão lúcido em determinadas questões, onde pessoas esclarecidas não conseguem.

Conta o escritor:

"Num certo dia," ela me contou, referindo-se à pessoa que contou o caso, "encontrei-o na rua em frente de casa, caído, machucado... Levei-o para dentro com muito esforço, limpei-o, fiz-lhe curativos nos ferimentos, coloquei-lhe roupa limpa, dei-lhe um café forte e só aí ele acordou.

Levou algum tempo para perceber o que havia acontecido, mas quando se deu conta, levantou-se, sentou-se na cama e, com o dedo apontado na minha direção, disse:

"NÃO TE DEVO NADA! Você fez o que fez porque quis, eu não lhe pedi nada. Nunca me venha depois cobrar isso!"

Sorrindo, ela completou: "Mesmo de ressaca ele sempre soube que as verdadeiras boas ações não são investimentos que fazemos para podermos um dia resgatar com juros...

Ao se libertar daquilo que seria uma dívida e por não se considerar um devedor libertou-me do incômodo papel de credora. Dessa maneira, continuamos sendo um homem e uma mulher que se amam e estão juntos apenas, e somente, por causa deste sentimento".

O amor, a amizade, o compartilhar, nos relacionamentos, sejam eles quais forem, produzem a compaixão, a generosidade, o perdão e a solidariedade, o andar lado a lado, e sempre exigem de nós a renúncia do Ego.

O lado bom disso é que nos enriquece a vida!

Por que o amor que oferecemos aos outros não está sendo recebido como gostaríamos?

Por que ainda nos sentimos sozinhos?

Por que ainda nos sentimos injustiçados ao sentir a “ingratidão” do outro? Embora muitos de nós já tenhamos corpos emocionais bem desenvolvidos, ainda temos a mente soberba; não percebemos que estamos continuamente interagindo com o Cosmos, emanando e recebendo vibrações e criando nossas experiências.

Assim sendo, os relacionamentos alicerçados em favor ou gratidão, geram muitos conflitos, pois ninguém gosta de se sentir um eterno devedor.

Já é hora de trazer de volta para nós, os aspectos de quem somos em nossa divina consciência; seres com capacidade suficiente para agir, pensar, sentir, manifestar e compartilhar essas possibilidades nos nossos relacionamentos.

Isto liberta e não transforma nossos entes queridos em reféns.

O amor consiste em dar, não em receber.

Amar é um verbo e verbos implicam numa ação concreta.

A ação correspondente ao verbo amar é dar-se, sem pedir, cobrar ou esperar.

Deveríamos sentir alegria simplesmente por poder fazer algo por alguém, mas, na maioria das vezes, quando essa ajuda acontece, esperamos algo em troca, mesmo que seja gratidão e nos sentimos injustiçados. Isso não é bondade! Não é amor!

A bondade só faz parte do amor se for absolutamente verdadeira.

A verdadeira riqueza é a presença de Deus em nós, nos indicando a alegria no doar. Muitos ainda estão presos à antiga hierarquia e cultura.

O escritor inglês A. R. Orage explica muito bem esse mecanismo. No texto "Del Amor y Otros Ensaios" (Editora Ganesha), Orage diz:

"amar é se colocar conscientemente a serviço do outro, uma tarefa que exige autodisciplina, inteligência e esforço. A base do amor adulto está na infância.

Ele diz que aprendemos esse sentimento na relação com a mãe (ou pai, ou quem quer que cuide da criança) e no brincar, pois na brincadeira se estabelece a confiança no outro, ingrediente básico do amor.

Sem essa experiência primordial como fundamento, dificilmente se desenvolverá, mais tarde, o amor adulto e maduro entre dois seres independentes.

...

Precisamos encontrá-lo e assegurar a nossa liberdade e libertar o outro, apenas amando. Na quinta dimensão tudo é mantido em harmonia e vivemos em felicidade, nos entregamos ao compartilhar o amor um pelo outro como uma “opção de vida”; na verdade, uma maneira de ser que nos tranqüiliza.

Tudo é dado livremente a todos e compreendemos que essa sabedoria é ter a certeza de que “somente doar-se sem cobrar, trará a abundância divina”.

Esse é o fundamento da vida que nos aguarda.

Quando isso acontece encontramos a recompensa do amor no próprio amor e na felicidade que sentimos ao doar.

Aprendemos a diferença entre amor e favor.

Nossa doação não mais se transforma em “sacrifício amoroso” e aquele que o recebe não se escraviza e nem se humilha para demonstrar gratidão.

Quando amamos damos o espaço necessário para poder olhar, saber o que vai dentro do coração do outro, para compreender.

Amor, é a pura luminosidade que torna brilhante uma alma que ama o próximo como a si mesmo, mas, Amor sem caridade não existe, e a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.

Caridade que cobra é orgulhosa e aí não existe amor e, sim, favor.

No favor tudo é contabilizado para depois ser cobrado.

São "dívidas" cobradas de forma sutil.

Cobramos o tempo do outro, o envolvimento, a vida dedicada especialmente a nós... e, infelizmente, dessa forma, não saímos do lugar. Adiamos tudo o que realmente é importante.

O Bem Amado Mestre El Morya diz:

“Pensa nas estrelas que sempre dão sua luz à humanidade.

Sê como essas estrelas e dá o teu amor, sabedoria e conhecimento aos outros.

Apenas quando tudo é dado, podemos receber. Aceita as lições severas com um sorriso."

A PESADA CONTA DO AMOR

por: El Morya Luz da Consciência -


Imagens: google.com


3 comentários:

  1. Olá amiga, estou passando por aqui mais uma vez, desculpa por não deixar comentário na maioria das vezes que te visito, mas dessa vez tenho que confessar que o teu blog está muito bonito, ah, e estou te seguindo há bastante tempo já, beijokas
    Visite meu blog - Tita Carré - Crochet

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  2. Olá Roberta! Minha eterna gratidão pelo comentário e pelas visitas. Seja sempre bem vinda... Tbm vou visitar seu blog

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