sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O que faz o Vitimismo

Quando nós entramos no contra ataque que é uma defesa, é porque o ego que está pegando e faz com que eu me sinta vítima. Este é um sistema considerado por todos os seres humanos como a arma principal de defesa, onde se tenta transportar de volta a palavra para a zona que a pessoa que se sentiu vítima, com o objetivo de fazer tirar a força do adversário. É que por trás dessa defesa está um sentimento oculto.

Ninguém é vítima de nada nem de ninguém; nada acontece por sorte ou azar. Essa crença no vitimismo é uma ilusão que o deixa impotente diante da vida. É preciso tomar consciência de que criamos nossa própria realidade com os nossos pensamentos e a força de nossa atenção focada na mesma energia.

Tudo o que acontece – de agradável ou desagradável – é fruto da nossa própria vibração – estamos consciente ou não. Se atrai certas circunstâncias indesejadas é por estar desatento aos bons pensamentos e insensível às nossas emoções.

Se não estamos nos dando bem na vida necessitamos tomar consciência de nós mesmo deixando o vitimismo de lado, não culpando ninguém pela nossa situação e assim atrair mais o que queremos e menos o que não queremos. Tomar atitudes igual ideiais para nós, distanciando daquilo que não nos serve. Aprender a ter uma mente mais concentrada e começar a viver em estado de gratidão pelo que já temos...

Acredito que a reivindicação é um direito e uma necessidade natural da sociedade, mas entendo, também, que os direitos devem ser proporcionais aos méritos. Na verdade, tanto o paternalismo como o protecionismo reforçam o vitimismo e a incapacidade do homem. No Brasil, a vítima é bastante popular, porque, de um modo geral, acredita-se mais na carência do que na abundância.




Mensagem de: autoria desconhecida
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Alma, espírito, aura e mente

Nem sempre uma palavra tem o mesmo significado para pessoas diferentes, afinal cada uma delas possui uma bagagem interior própria, formada por vivências únicas e, portanto, um termo pode despertar todo um contexto condensado de lembranças. Daí que, às vezes, eu me perguntava se você, leitor(a), entendia bem o que eu queria dizer. Até que a leitora Flávia me mandou a seguinte mensagem:

Queria te fazer uma sugestão de post, não sei se você já postou sobre a diferença entre alma, espírito, aura e mente. Ou alguma bibliografia que você conheça, se puder me indicar. Esse assunto me confunde deveras... Mas, com o tempo, tenho melhorado minha percepção.


Então, aí vai meu entendimento sobre os termos:



ALMA: nossa essência divina ou Eu Superior, a parte de nós que já é perfeita e co-criadora, ou seja, cria situações na nossa vida (encarnada ou desencarnada) para estimular nosso crescimento e evolução da nossa consciência, de modo que nos aproximemos cada vez mais da comunhão com ela.

É a alma quem decide quando nascemos e morremos. Por exemplo, se a pessoa encarnada mergulha numa acomodação decadente, a ponto de a alma ver (ela vê e sabe de tudo, pois é nossa porção divina) que não há mais jeito de despertar, a não ser através de uma mudança radical, ela provoca o desencarne.

Vivendo uma realidade diferente, o indivíduo é obrigado a se adaptar e mudar seu ponto de vista ou modo de encarar a vida. Da mesma forma, se ele já estiver desencarnado e começar a entrar numa faixa de tédio e desejo de coisas novas, a alma pode providenciar um novo nascimento para servir de estímulo.

Quanto mais alguém vive no mental, na cabeça ou no racional (tudo a mesma coisa), mais a alma se afasta. E, quando ela vai embora, não dá satisfação, apenas vira as costas e deixa o sujeito por sua conta e risco, sabendo que, sendo a vida eterna, um dia eles vão acabar se reunindo. Afinal, cedo ou tarde o indivíduo vai cansar de sofrer (vide o post Perda e resgate de partes da alma, que pretendo aprofundar qualquer hora) e perceber que viver sem prazer no peito não vale a pena.

Sua alma está conectada com todas as outras no Universo e vive num plano específico ou mundo espiritual paralelo ao nosso, onde tudo é um eterno agora perfeito. Em outras palavras, para ela não existe passado e futuro, tudo já é e também não existe problema ou dificuldade. Por isso mesmo, ela é capaz de realizar o que consideramos milagres, mas que para ela não passam de brincadeiras de fazer acontecer. Para a alma, NADA é impossível de ser criado na nossa existência terrena, por mais que nossa mente acredite em obstáculos.

No entanto, existe uma condição: a alma trabalha com os elementos que lhe damos. Se limitamos nossa realidade com crenças pequenas e negativas (em especial medo), ela respeita essa escolha e fica na dela, até que nos enfiemos numa enrascada muito grande, que a obrigue a intervir (liberdade vigiada que se dá a crianças, sabe como é?).

Por outro lado, se mantemos uma atitude positiva, aberta e, principalmente, de fé (confiança absoluta) no melhor, acreditando que de alguma forma, mesmo que não saibamos como, as coisas darão certo, pronto! Ela age operando verdadeiros milagres do nada, a ponto de ficarmos boquiabertos com o que chamamos de golpes de sorte. Basta que confiemos e lhe ofereçamos espaço para agir. E, olha, ela capricha, viu? Quantas vezes você não presenciou a atuação dela na sua vida sem saber? Poderosa, a alma mobiliza com facilidade todos os recursos e pessoas necessários para lhe dar o melhor.

Só ela (não sua cabeça) sabe onde está sua felicidade e o caminho mais fácil para alcançá-la, por isso que viver sem alma, desconectado dela, é um péssimo negócio. A única coisa que precisamos fazer para ter uma vida ótima é ouvi-la, só que damos mais ouvidos às vozes da mente. A alma fala sempre através de sensações no peito: quando gosta de algo, causa uma sensação boa; quando não aprova/não quer/não gosta, a sensação é ruim, desagradável ou mesmo neutra (não diz nada). Quando ADORA algo ou alguém em especial, fica alegrinha, assanhada e dá pulinhos por dentro. E ela gosta do bom e do melhor, justamente aquilo que costuma custar mais caro (xô, pobreza!).




ESPÍRITO: versão mais pálida da alma, um dos veículos que ela usa para ter experiências. Possui forma definida, a humanoide, exceto em condições de extrema degradação. Quando quer vivências no mundo físico, a alma vale-se de outro veículo, o corpo de carne, onde coloca o espírito por alguns anos, por isso o termo encarnar ou entrar na carne.

O espírito é aquela parte nossa que permanece vida após vida e detém, em seu arquivo mental, a soma de todas as encarnações que já experimentou em diferentes corpos, épocas, localidades e culturas. Há quem considere alma e espírito a mesma coisa, mas eu faço essa diferenciação porque, a meu ver, a alma tem um nível de consciência muito maior do que o espírito, que pode estar perdido em ilusões e sofrimentos, principalmente se desencarnado no umbral ou plano astral inferior.

Se a alma é perfeita, o espírito acumula, principalmente em sua memória emocional, muita bagagem negativa, que costumamos chamar de trauma. E isso acontece por lhe faltar lucidez, ou Luz na consciência, para compreender as coisas como elas realmente são, em vez de ficar se magoando com o que não foi conforme suas expectativas e sonhos queriam.

É o espírito quem sofre devido à ignorância, jamais a alma, que é sábia e conhece as Leis Maiores que regem o Universo, portanto, sabe que está tudo certo e funcionando de forma justa e precisa. Entretanto, o espírito é cheio de ilusões (o alimento preferido do ego ou eu inferior), por isso mesmo que precisa de inúmeras experiências na matéria física, para aprender a discernir o real do ilusório, além de exercitar o arbítrio para escolher cada vez melhor.



AURA: tudo que pensamos e sentimos define nossa energia no momento e a aura nada mais é do que uma emanação energética, uma espécie de nuvem que nos envolve e oscila, em cores e tamanhos, de acordo com nosso estado de espírito.

Qualquer desarmonia física, mental e emocional pode ser vista na aura por clarividentes treinados, espíritos desencarnados que saibam ler uma aura ou a conhecida foto Kirlian ou bioeletrografia. E, na verdade, todos os seres vivos, encarnados ou não, bem como coisas inanimadas, possuem uma aura.

É pelo aspecto geral da aura que se conhece o nível de evolução de uma pessoa (cores, tons mais claros ou escuros e dimensão, que revela o magnetismo ou carisma). Também é possível identificar seus conflitos mais íntimos. De qualquer maneira, algo que sempre ouvi de espíritos amigos é que nossa aura fica muito bonita quando estamos felizes ou apenas rindo: um espetáculo de luzes e cores brilhantes.



MENTE: considere basicamente dois tipos, a Mente Superior e a mente inferior. A primeira está diretamente ligada à alma e é por ela que flui a intuição, as grandes percepções ou sacadas, o reconhecimento da verdade por trás dos fatos, o bom senso, a sabedoria e o entendimento das Leis Cósmicas que ordenam a vida.

A mente inferior já é BEM MAIS tapada, limitada e tacanha, pois é dominada pelo ego ou eu inferior, que se alimenta de ilusões para manter o indivíduo desconectado da realidade espiritual, digamos assim. Nela predomina o aspecto racional, a lógica adquirida em grande parte de fora, dos outros e do mundo em geral.

Para quem não tem muita posse de si (alma no comando), ela funciona como um reservatório de informações e um piloto automático que as repete para fora e as executa. E, como a maioria dos seres não exercita o discernimento nem a vigilância, a mente inferior costuma ter muito, mas MUITO lixo. Noções equivocadas sobre tudo, crenças negativas (que criam realidades ruins e prejudiciais), preconceitos, ideias mesquinhas... Isso quando ainda funciona razoavelmente, porém há casos de gente que nem pensa mais, prefere ser conduzida por outros cegos ignorantes.

Ao reencarnarmos, nosso novo cérebro físico é como uma folha em branco, no que diz respeito à memória e ao aprendizado em geral, por isso precisamos reaprender o básico desde pequenos e ir à escola. No entanto, nosso espírito pode voltar com certas lembranças de outras existências mais afloradas, ou seja, mais próximas da superfície da consciência e passíveis de serem resgatadas com maior facilidade.

É na mente, não no cérebro físico, que está nossa consciência, por isso que, após a morte do corpo de carne, o indivíduo continua com a sensação de estar vivo do outro lado. Porque está mesmo, só que apenas em corpo astral ou espírito. Isso explica também porque, após uma anestesia geral, parada cardíaca, coma ou EQM (Experiência de Quase Morte), alguém é capaz de dizer o que ocorreu enquanto seu corpo permanecia inerte, inclusive num local distante que seu espírito visitou.

Além do plano astral, existem outros mais sutis, sendo o próximo o plano mental, onde os seres habitam somente em corpo mental. Não quero complicar, quem se interessar pelo assunto que pesquise a fundo, mas a tendência evolutiva é que atinjamos tal grau de Luz na consciência, que, livres das ilusões do ego e da matéria, não precisemos mais reencarnar no mundo físico. É o caso de quem já alcançou um nível tal de autodomínio na mente, que passa a viver no plano mental.

Assim, evoluir, do ponto de vista espiritual, tem a ver com eliminar as ilusões da mente inferior e reconectar com a Mente Superior. Desse modo, a realidade deixa de ser criada sobre crenças negativas, cuja origem principal é o medo, e passa a ter como matéria-prima crenças positivas que enalteçam a divindade em si. Qualquer ideia que limite o ser e o faça se sentir pequeno, inferior, inadequado, errado ou indigno não passa de engano e bobagem, visto que a essência de todos nós, por ser divina, já é perfeita. A questão é que a mente (nossa e dos outros, para reforçar) é iludida, vive dizendo o contrário e acreditamos nela...

O maior desafio do ser humano é deixar sua alma no comando e fazer da mente inferior apenas uma serva dela. Entretanto, o mundo nos bombardeia tanto, há séculos, com informações distorcidas (especialmente as de origem religiosa), que o mais comum é sermos dominados por ideias negativas que nos fazem perder o contato com o divino em nós. E passamos a acreditar que o poder está fora (Deus, pais, autoridades, moral, doutores, especialistas, professores, etc.).

Assim é que a imensa maioria é manipulada e guiada por um grupo opressor (representantes das Trevas), que detém o poder sobre o comportamento das massas sem elas perceberem. Para voltar à sua essência, é preciso que você se desligue e se liberte do mundo e do coletivo, assumindo sua individualidade, sua singularidade. Você é único, aceite isso. Comparar-se com os outros e sentir-se superior ou inferior (mais comum) não passa de artimanha do seu ego, da sua mente inferior e, em última instância, das Trevas para mantê-lo sob domínio e atrasar sua evolução e religação com a divindade ou perfeição em si.


Fonte: http://luznaconsciencia.blogspot.com/2011/11/alma-espirito-aura-e-mente.html
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Vitimismo e Responsabilidade

Nosso presente é sempre fruto do nosso passado, assim como o futuro será consequência do que estamos criando agora. Essa é a lei superior mais imperiosa, não há como escapar dela: “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.” Quanto antes aceitarmos e nos conscientizarmos disso, mais cedo assumiremos a responsabilidade por nossas vidas e tomaremos as rédeas de nosso destino em nossas mãos, cessando com as queixas, lamentações e, principalmente, com o vitimismo, que é uma crença nociva.


Acreditar que somos vítimas na vida, pobres coitados sujeitos ao sadismo e crueldade de forças vingativas, em nada contribui para nossa saúde psicológica, espiritual e nosso crescimento. Ao contrário, faz-nos acreditar que somos impotentes, fracos, culpados, errados e pode até alimentar uma revolta contra a Vida e as forças espirituais, quer as chamemos de Deus, Budas, santos, etc. Trata-se de uma visão ilusória da verdade e, como toda ilusão, traz sofrimento.


As lições que a Vida nos impõe são o que normalmente se chama de “vontade de Deus”. Seus propósitos são apenas o de nos impulsionar para o crescimento, para o nosso melhor. No entanto, as pessoas distorceram essa lei universal e deram a ela uma interpretação maldosamente deturpada, quando se trata de situações desagradáveis. Acreditam tratar-se de uma retaliação divina por um mal (pecado) cometido, reforçando a crença errônea num Deus vingativo e cruel, o que só serve para gerar um sentimento de impotência, quando não de revolta.


Se o indivíduo crê ser impotente, permanece sofrendo passivamente, submisso a um poder maior esmagador e numa enorme baixa estima, pois não julga ser merecedor, aos olhos desse Deus, de coisas boas, por mais que tenha se esforçado em ser caridoso com seus semelhantes. Ou, acreditando ser bom, acha injusto o que lhe acontece e pode até se revoltar com esse deus. Qualquer uma dessas atitudes é fruto da ignorância sobre o verdadeiro funcionamento da Vida, bem como de uma interpretação muito equivocada do princípio divino. A moral ― ou talvez fosse melhor dizer ética ― cósmica é muito diferente da moral humana.


De que adianta alguém apenas pedir desculpas por suas falhas e erros e voltar a cometê-los? É preferível que se empenhe para mudar e não torne a repetir o que antes gerou consequências desagradáveis. Esse é o verdadeiro arrependimento. Aquele que erra, pede desculpas e é desculpado, não encontra necessariamente desafio para se modificar. Muito provavelmente voltará a agir da mesma forma, para de novo se desculpar pelas mesmas coisas e, assim, perder credibilidade.


Não basta somente um pedido de perdão, é fundamental uma reforma íntima para se libertar dos velhos e maus hábitos. O maior beneficiado é o próprio indivíduo; além disso, as pessoas ao redor agradecem e as relações tendem a melhorar. Isso vale igualmente para aqueles que acreditam ter pecado e se limitam apenas a rezar e se penitenciar, acreditando, com isso, que ficam quites com Deus. Mera ilusão. Há de se promover a mudança, o amadurecimento.


É muito cômodo dizer: “sou assim porque Deus quer.” Na verdade, trata-se de patifaria, imaturidade para fugir à própria responsabilidade. Tal ilusão não se justifica, pois todos somos dotados de arbítrio e o usamos para o melhor ou pior. Perante a Vida, todos respondem pela própria indisciplina e negligência, pois colhemos conforme plantamos e disso não há como escapar, é a Lei.


Diz o ditado que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Não assumir a própria responsabilidade pelo que lhe acontece e se negar a encarar seus pontos fracos, colocando a culpa em fatores externos, não é a melhor atitude. Além de não resolver nada, tal ilusão ― ou cegueira ― só tende a agravar seus problemas cada vez mais. Se você acredita que a causa de seus dissabores está fora de você, então não lhe resta alternativa a não ser a impotência e o vitimismo. Por outro lado, se você assume sua responsabilidade como criador das circunstâncias em sua vida, retoma seu poder para mudá-las e torna-se realmente capaz de melhorar sua situação interna e, por consequência, externa.


Mesmo a atuação da Graça, ou bênção divina, em nossa existência não nos exime de nossa responsabilidade pessoal diante da Vida. Continuamos tendo de aprender nossas lições e nos modificar para melhor, tanto em pensamentos, sentimentos e ações. Não há como trapacear com a Vida e qualquer tentativa de fugir a essas obrigações, que são iguais para todo mundo, só nos faz perder o mérito para outras intervenções excepcionais. Perdemos credibilidade, quando agimos com má-fé ou negligência.


É por meio da aplicação da lei da retribuição, em nossas vidas, que nos dispomos a aprender a fazer melhor. É como um rato de laboratório que, após levar choques seguidos insistindo num caminho, cansa de sofrer e resolve experimentar outro; se não se deparar mais com um choque, terá aprendido a agir de acordo com o que os cientistas esperavam dele.


Analogamente, chega uma hora em que percebemos que não é a Vida que nos empurra sadicamente para o sofrimento, nós é que insistimos em seguir o rumo da dor. Até que nos cansamos dela e decidimos reagir, assumindo a responsabilidade por nós mesmos, nossas escolhas, nossa vida e nosso bem-estar. Quanto mais aprendemos a ser responsáveis perante a Vida, mais acesso temos ao nosso Eu Superior e sua capacidade criativa infinita, capaz de manifestar as melhores e mais prazerosas situações para nós. As sensações de liberdade e poder que surgem são maravilhosas.


Não conhecer uma lei não nos exime de termos de lidar com as consequências das infrações que possamos cometer. Todo efeito é decorrência de uma causa que o gerou, então, a ignorância, sendo condição e não causa, não serve de desculpa para fugir à responsabilidade de nossos atos. Pode, quando muito, servir de atenuante, porém apenas até certo ponto. Por isso o conhecimento é sempre o melhor caminho.


A medida da insatisfação de uma pessoa com a própria vida indica seu grau de negligência consigo mesma, por não assumir a responsabilidade pelo seu destino, não tomar as rédeas dele nas mãos e não se empenhar no autoaperfeiçoamento interior ― não exterior ― para conquistar situações melhores. A frustração, a sensação de estar cansado de tudo, a desmotivação, a depressão, são jeitos de a alma mostrar o autoabandono, ou seja, que estamos seguindo um rumo equivocado para nossa realização e é preciso enxergar isso, bem como promover uma transformação positiva. Quanto mais forte e duradouro o incômodo, maior está sendo a resistência em mudar.


O motivo principal por não termos na Vida exatamente o que queremos, como queremos e quando queremos é justamente nossa falta de sintonia com as Forças Invisíveis em nós e no Universo. Os efeitos disso todos conhecem: desilusão, frustração, tristeza, desânimo, raiva e demais degraus descendentes rumo ao fundo do poço.


Tendemos ― leia-se fomos educados ― a colocar a culpa por nossos dissabores em agentes externos e, na hora em que as coisas não dão certo, cada um encontra um bode expiatório apropriado. Essa é uma atitude bem conveniente de fugir à própria responsabilidade, o que em si já denota o grau de imaturidade pessoal e, por extensão, de orgulho ― ou o tamanho do ego e o desligamento com a alma.


Os padrões comportamentais que uma pessoa adota moldam sua vida. A saúde mental, emocional e psíquica (ou espiritual) depende de reações rápidas e positivas frente a situações desagradáveis. Agir assim exercita a autonomia e o dinamismo, o que resulta numa vida mais livre de embaraços, mais dinâmica e mais prazerosa. O empacado, que fica patinando no mesmo lugar, acaba por atravancar a própria existência.


A mensagem distorcida que recebemos visava nos manter submissos e sem vontade. Isso sempre foi uma questão de conveniência para os pais, a sociedade, a igreja e o governo. Todos conseguem ter poder sobre os que, incautos, compraram a ideia de uma autoridade divina castradora e punitiva. Nunca deixou de ser um jogo de poder conveniente, transmitido ao longo do tempo.


O pior lado disso é que, se uma criança acredita que não tem vontade nem poder, então também não tem responsabilidade, afinal só faz o que alguém maior lhe manda ou permite fazer. Mesmo perante as leis civis, os pais são responsáveis pelos atos do filho, na sociedade em que vive, até que atinja a maioridade. Com a emancipação, ele não só fica livre da tutela dos pais, tendo maior poder sobre sua vida, como também passa a ter o dever de assumir as consequências do que faz. É o preço pela maturidade.


Diante das leis da Vida, somos responsáveis por nós e pelas atitudes que adotamos a todo instante, pois mesmo em um corpo de criança, ainda assim somos espíritos com bagagens interiores de outras vidas. Tanto é assim, que filhos criados pelos mesmos pais e nas mesmas condições, desde cedo apresentam comportamentos diferentes e seguem caminhos distintos.


Por causa da educação espiritual deficiente, as pessoas crescem acreditando que Deus tem o poder supremo e Sua vontade guia os desígnios humanos, cabendo a elas a submissão e a delegação de qualquer responsabilidade, sobre si e sua vida, à autoridade divina. Porém, a realidade é que o Universo cobra de cada um de nós que respondamos pelo que fizermos, já que possuímos o arbítrio. A mensagem é clara: se queremos (e temos, de fato) poder para agir como bem entendermos, precisamos assumir a responsabilidade pelo seu uso.


Cada um de nós é responsável pela vida que recebeu e pelo que faz dela. Não existe um ser superior anotando nossos atos para nos cobrar satisfações e punir, porque nós já sentimos, lá dentro, o prazer ou a dor das consequências do que criamos. Recebemos um grande dom, o arbítrio pessoal, por isso não há razão em um ser assumir os resultados das escolhas de outro. Poder dá liberdade e liberdade exige responsabilidade.


Seu maior e único compromisso na vida é consigo mesmo, no sentido de conseguir se fazer feliz. E não adianta querer assumir a responsabilidade pela felicidade de outra pessoa, pois isso cabe a ela. Agir assim é se iludir com uma pretensão tola e inútil e fugir ao próprio dever, afinal quem cuida muito dos outros, não tem tanto tempo e energia para cuidar de si e acabará respondendo por isso.


Ninguém foge à responsabilidade pelo próprio aperfeiçoamento, pois a Vida exige isso (evoluir é preciso) e não permite que um ser execute a tarefa do outro. Ninguém pode aprender suas lições por você e passar pelos desafios no seu lugar. Portanto, se você não despertar para as necessidades da sua alma e não se interessar por satisfazê-las, não há como deixar o trabalho para outra pessoa. Mas o pior é que será você quem pagará o preço pelo autoabandono, pois, na hora da dor, ninguém poderá chorar em seu lugar, enquanto você se esquiva do sofrimento. O mundo e a Vida não vão poupá-lo do que cabe somente a si mesmo: seu aperfeiçoamento.



Fonte: http://luznaconsciencia.blogspot.com/2011/05/vitimismo-x-responsabilidade.html
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domingo, 4 de dezembro de 2011

A morte não é o fim

Ter medo da morte ou sofrer pela morte de alguém é mais do que natural.

Como a maioria de nós não tem acesso a outras dimensões é natural ter medo daquilo que não se conhece, que não se pode ver e nem sentir. Mesmo que o assunto seja bastante discutido hoje em dia, com filmes, livros e que também muitas experiências científicas estejam confirmando aquilo que algumas filosofias e religiões dizem, isto é, que existe vida além da morte, muitas pessoas ainda têm medo e dificuldades para lidar com isso.

Na verdade, é o apego que criamos em relação às pessoas e aos nossos sentidos que nos tornam frágeis diante da morte e apesar de ouvirmos dizer sempre que somos eternos e que a morte na realidade não existe, nos sentimos vulneráveis e temerosos diante dela.

Para que a nossa dor seja amenizada e o medo superado, precisamos tomar consciência que a morte é apenas uma etapa do nosso processo evolutivo, uma passagem para outro plano assim como nascer. Nascemos e morremos muitas vezes, quantas vezes forem necessárias para nos libertarmos da roda das encarnações, evoluirmos e nos libertarmos da ignorância e dos karmas criados por nós mesmos.

Estamos encarnados aqui no plano físico, envolvidos por emoções e sentimentos tanto positivos quanto negativos, criamos tanto laços de amor e fraternidade como também de ódio e inimizade. Temos também dúvidas e anseios, alegrias e tristezas. Todos esses sentimentos e desejos se transformam em apegos, pois na verdade não queremos nos separar de quem amamos, não queremos abandonar os nossos projetos e nem deixar de sentir os prazeres que os nossos sentidos nos proporcionam e, além disso, existem pessoas que se apegam até mesmo ao sofrimento.

Esses apegos nos enfraquecem e nos levam a ter medo de perder a vida, na verdade temos apego inconsciente aos nossos sentidos físicos. Os sentidos da visão, olfato, tato, paladar e audição são a nossa ligação com o mundo. Através dos sentidos experimentamos o prazer e também a dor que estão intimamente ligados à nossa sobrevivência material e também ao nosso aprendizado como seres humanos.

Todos os sentidos são importantes para a compreensão do nosso caminho, mas não podemos nos deixar distrair por eles. Eles são instrumentos para o nosso crescimento, não são a nossa verdadeira fonte de sustento. É preciso entender que o objetivo daquele que busca é ir se voltando para dentro de si, se interiorizando e ao mesmo tempo se desligando dos sentidos que o ligam ao exterior. O objetivo da evolução é a libertação em todos os níveis.

Além disso, deve-se ter plena consciência da Eternidade e da Unidade. Outra coisa importante é que o sentimento que se deve nutrir pelas pessoas é o Amor Verdadeiro, de alma para alma, aquele que extrapola o plano físico. É preciso acreditar que não há limites para o Amor e que os nossos entes queridos estarão ligados a nós para sempre.

Uma vez há alguns anos, quando sofri uma perda muito grande, os meus orientadores ao me consolarem me disseram uma frase que trouxe para a minha alma um alívio profundo e praticamente imediato. Eles disseram: "A dor da partida é a certeza de um novo reencontro". Entendi então que os laços de Amor não se desfazem com a morte e estaremos sempre nos encontrando por vidas e vidas com os nossos afetos...

É o Amor, o desejo de compartilhar que nos impulsiona pela eternidade.
Namastê,


Márian Marta Magalhães
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A erva daninha é a discórdia

A Natureza em si mesma é sempre pura e se a humanidade não impusesse sua discórdia e impureza à própria atmosfera em que se desenvolve a vida da planta, não poderiam haver ervas daninhas ou plantas venenosas na existência.

Houve um tempo sobre a Terra em que todas as coisas da Natureza afetavam os espíritos e os corpos dos homens de modo harmonioso.

Dentro da Natureza há uma atividade imortal, autopurificadora e autoprotetora, que tolera só por algum tempo o vicioso caráter destruidor do homem.

A calamidade cataclísmica é o seu método de autodefesa, devolvendo ao homem aquilo que este lhe impôs durante séculos.




Mensagem St Germain
Do livro Presença Mágica
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Compreender a presença Eu Sou

Vos mostrei a individualizada Presença EU SOU em cada um para que possais compreender quão pequeno é o fragmento de vosso próprio domínio dado por Deus que estais empregando em vossa experiência física.

Esta Gloriosa Presença está sempre vos induzindo a erguer-vos, receber vossa coroa de glória e brandir vosso cetro de completa soberania sobre seus vastos domínios, ser livre para sempre, de qualquer limitação.

Esta Transcendente Presença I AM, EU SOU, que acabais de ver é vosso próprio Mestre Real, o individual Cristo Puro.

Ela é toda Majestade e Mestria, em completo domínio eterno sobre todos os mundos, sobre todas as coisas criadas.



Mensagem de: St Germain
Do livro Presença Mágica
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