terça-feira, 2 de agosto de 2011

O que eu estou fazendo aqui?

Quando comecei a escrever este blog, havia um propósito a ser alcançado: queria me encontrar. Entender qual o meu papel no mundo em que vivo. Quero entender quem sou.

Havia, também, outros objetivos diferentes envolvidos. Queria me disciplinar a escrever diariamente uma página e meia sobre um assunto que achasse interessante, para me preparar para escrever um livro. Desenvolver a capacidade de escrever sem ser repetitivo (coisa que sou demais), saber se era possível tocar as pessoas à minha volta.

Agora, quase um mês depois, aqui estou eu, na mais profunda crise de criatividade. Diante dos meus olhos, apenas o branco.

Poderia escrever sobre a falta de assunto, mas aí já é assunto o bastante, então deixa de faltar. Tentei escrever um texto sobre Deus e a morte, para falar de minha relação com o medo, mas não consigo sair do terceiro parágrafo. Em minha mente abriu-se um grande hiato que não consigo fechar.

Vejo que meus objetivos secundários não estão sendo alcançados. Não consigo escrever diariamente; continuo repetitivo e as pessoas não são tocadas pelo que escrevo. Sinto-me profundamente frustrado. Ao que nos leva à pergunta do título:
O que estou fazendo aqui?

Já que, para alcançar meu objetivo primário eu não preciso do blog, ele é apenas uma ferramenta para extravasar a frustração e organizar idéias (que não estou organizando, já que não as estou escrevendo), por que mante-lo? Por que continuar escrevendo?

Para terem uma idéia, não consigo nem criar este texto, cujo conceito já esqueci. Minha mente está perdida no meio do trabalho, estou preocupado demais para prosseguir. Desculpem, mas, me respondam: o que estou fazendo aqui?

Aliás, o que todos nós estamos fazendo aqui, neste planeta, girando em torno do sol, flutuando no meio do nada, perdidos? Somos habitantes de um pedaço de poeira espacial, perdido em uma galáxia minúscula, no meio de bilhões de galáxias perdidas por todo o universo.


E a minha fé me faz acreditar que somos especiais, que fomos escolhidos por um Deus maravilhoso, que preferiu amar um monte de descontentes a ficar sozinho girando ao redor do universo.

Um bando de descontentes, é isto que somos. Nunca satisfeitos com a vida maravilhosa que temos. Se temos muito, queremos mais, se temos pouco, só conseguimos olhar para as limitações e não conseguimos ter prazer nas pequenas coisas.

Estamos anos luz à frente de qualquer outra criação que habita este planeta. Temos de ser gratos por que nosso cérebro superdesenvolvido e nossos polegares opostos e nossa postura ereta que nos fazem ser os melhores sobre a Terra. Graças às ferramentas que Deus nos deu, nós podemos conceituar, catalogar, reagir cognitivamente, raciocinar e racionalizar. Somos tão abençoados que Deus permitiu que uma parte importantíssima dele estivesse dentro de nós: podemos criar, como Ele cria.

Somos ingratos por sermos quem somos, sendo que esta é nossa maior benção. Podemos amar, graças ao amor que Ele sente por nós. Tudo o que sentimos de bom é um reflexo dele e tudo o que sentimos de mau é um reflexo de sua ausência.

Minha defesa de Deus não é muito forte, e nem quero discutir sobre isso. Minha fé é grande o bastante para me manter andando, com a certeza de que Ele abrirá meus olhos diante do que procuro e me revelará o que estou querendo. Eu sei que Ele falará, quando eu estiver diante do propósito que tanto procuro, “É isto que você está à busca há tanto tempo”. Então eu comemorarei, e cantarei, e farei com prazer aquilo para o que fui chamado e terei a resposta para a minha pergunta: o que estou fazendo aqui?


Fonte: http ://larinterior .blogspot .com/2009/02/o-que-estou-fazendo-aqui .html
Imagens google.com



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