sábado, 26 de julho de 2014

O que é Deeksha?

Um bom esclarecimento a respeito desta benção da Unidade.

A Deeksha é uma energia de natureza sutil e transformadora que aciona um processo paulatino de despertar da consciência para o estado de unidade, permitindo o aprofundamento nas relações consigo mesmo, com os outros e com a vida.

Essa energia é transmitida com um toque das mãos de um Deeksha Giver diretamente na cabeça do receptor.

A Oneness Deeksha aciona uma transformação no funcionamento do cérebro na área de percepção sensorial onde se processam emoções de toda ordem como ódio, medo, compaixão, amor, alegria, criatividade e aprendizagem, fatores que conduzem a pessoa pelas experiências da vida. Como resultado a Deeksha faz ativar áreas no cérebro que promovem a mudança e a ampliação na percepção.

Aflora o potencial da inteligência humana trazendo mais consciência. Como também, ajudando a pessoa a desenvolver-se mais plenamente nos aspectos de sua vida que necessitam ser dinamizados. A Deeksha capacita a lidar com as experiências da vida de uma maneira naturalmente prática e assertiva, vislumbrando mais claramente a sua própria rota para o sucesso e a prosperidade.
Efeitos da Deeksha

A Deeksha é experimentada de forma muito particular e cada pessoa vive o seu próprio processo. Em alguns casos, pessoas que receberam Deeksha sentiram pressões na cabeça, sensações no corpo, afloraram sonhos, recordações e emoções passadas. Outros contam que sentiram um profundo bem estar, outros ainda tiveram insights altamente reveladores e uma nova compreensão do próprio processo pessoal.

Como se sabe, é milenar a afirmação de sábios, mestres e, atualmente, de cientistas da área de neurociência, que é no cérebro que ocorre a mudança para se atingir o despertar ou o pleno desenvolvimento de potencialidades humanas.

Nesse sentido é que Sri Bhagavan, fundador do Onenes Movement, afirma que a Deeksha é um fenômeno neurológico porque ela atua no cérebro na região dos lóbulos parietais e frontais.

Os lóbulos parietais são responsáveis pela orientação espacial e pelas sensações, incluindo a de estar separado de todas as coisas. Nos seres humanos, os parietais estão hiperativos e, portanto, dificultam o sentimento de pertinência, paz e Unidade. Os lóbulos frontais são responsáveis, entre outras funções, pela produção de hormônios como, por exemplo, a oxitocina, a dopamina e outros que são os hormônios da compaixão, do prazer e da alegria. Atualmente, os lóbulos frontais estão pouco ativos no ser humano.

A Deeksha atua, portanto, harmonizando as funções do cérebro, o sistema ímbico, o neocórtex e a medula oblonga, chamada de esfera do criador. É a energia que trabalha incondicionalmente e silenciosamente sem que a pessoa esteja consciente dela.

Namastê. Postado por Deeksha

Sri Bhagavan


Imagens: google.com


Cura interior

Jesus, eu lhe peço que entre em meu coração e toque aquelas experiências de vida que precisam ser curadas. Você me conhece muito melhor que eu mesmo me conheço. Derrame então o seu amor por todos os cantinhos do meu coração. Onde quer que encontre a criança ferida, toque-a, console-a, liberte-a. Retroceda na minha vida até o momento mesmo em que fui concebido. Limpe-me e liberte-me de tudo aquilo que possa ter exercido uma influência negativa naquele momento. Abençoa-me enquanto eu estava sendo formado no ventre de minha mãe e remova todos os empecilhos para a integridade que me possam ter afetado durante aqueles meses de confinamento.

Conceda-me o profundo desejo de querer nascer e cure todos os traumas físicos ou emocionais que me possam ter prejudicado durante o parto. Obrigado Senhor, por ter estado lá para me receber em seus braços no momento em que nasci, para me acolher na Terra e me assegurar de que nunca deixaria de me ajudar e nem me abandonaria.

Jesus, eu lhe peço que envolva minha infância com a sua luz e toque aquelas memórias que me impedem de ser livre. Se o que me falta mais é o amor de mãe, envie-me a sua Mãe Maria, para suprir a minha carência. Peça-lhe que me abrace, me embale, me conte estórias e me dê o conforto e o calor que me faltam, e que só quem é mãe pode dar. Talvez a criança dentro de mim se sinta carente do amor de pai. Senhor, deixe-me ser livre para eu poder chamá-lo de Abba, Papai com todo meu ser. Se me faltou o amor de pai e a segurança de ter sido desejado, profundamente amado, peço-lhe que me abrace, me deixe sentir seus braços fortes e protetores.

Renove em mim a confiança e a coragem para enfrentar as dificuldades da vida, porque sei que seu amor de pai virá em meu auxílio se eu tropeçar e cair. Percorra minha vida, Senhor, conforte-me quando as pessoas não foram bondosas comigo. Cure as feridas dos encontros que me deixaram assustado, que me levaram a me fechar em mim mesmo e levantar barreiras entre mim e os outros. Se me sentir só, abandonado e rejeitado pela humanidade, conceda-me, mediante o seu amor regenerador, uma nova consciência de meu valor como pessoa.

Jesus, eu me entrego totalmente a você, corpo, mente e espírito. E lhe agradeço por me restaurar a integridade. Obrigado, Senhor!

Postado Deeksha


Por: Sri Bhagavan


Imagens: google.com


quarta-feira, 16 de julho de 2014

O que é radiestesia?

Se me perguntarem: O que é o universo? Eu responderia: Energia que existe pelo Amor de uma força única e infinita. O que é o Homem? Um dos veículos dessa força maior. Isto significa que o homem tem dentro dele a sabedoria infinita da fonte que o criou.

O que a radiestesia? A radiestesia é um caminho espiritual, ela é uma prática que permite ir buscar dentro de si as respostas à quase todas as perguntas. Ela é, à nível espiritual, o aprendizado do uso de sua intuição (mente superior de seu Eu superior), usando a radiestesia, a sua mente inferior ( raciocínio binário) se submete à sua mente superior. A força única É e ela sabe tudo, o eu inferior se torna através do pêndulo seu veículo de expressão.

UMA PEQUENA AULA DE RADIESTESIA


1) A MANIPULAÇÃO DO PÊNDULO


A) Segura-se o pêndulo com o polegar e o indicador



sentido horário sentido anti horário sentido "horizontal" sentido "vertical"


2) PORQUE O PÊNDULO SE MOVIMENTA?


FASE Nº 1
Fazer uma pergunta racional
ex: esse livro é interessante?


FAZE Nº 2
A pergunta deve passar diretamente do consciente (eu racional inferior) ao supra-consciente (mental superior parte do EU superior ou intuição).

Nota: se a pergunta for ao Inconsciente, o radiestesista incorre em erro.


FAZE Nº 3

A pergunta chega a sua mente superior que é ligada diretamente a Força Suprema. A mente superior da imediatamente uma resposta que se comunica ao seu sistema nervoso central e periférico que pôr sua vez faz mexer seu polegar e indicador de maneira imperceptível.


FAZE Nº 4

Sua mente inferior racional interpreta o movimento do pêndulo: sim ou não


3) COMO USAR SEU PÊNDULO


Conselhos preliminares:
No início deixar um pedaço de cordão bem grande, 20 cm, nada de tensão, deixar o braço e a mão soltos, relaxamento total.
AS PESSOAS QUE PRATICAM MEDITAÇÃO TÊM MAIS FACILIDADE.
Isto porque após a pergunta racional, a pessoa deve esvaziar sua mente inferior de qualquer tipo de pensamentos e emoções e entrar em alpha pôr um curto período de tempo.


1º PASSO


Mentalizando os 4 movimentos acima mencionados, mande o pêndulo executar esses 4 movimentos (horário, anti-horário. vertical e horizontal).


2o PASSO


A pergunta... A primeira pergunta do radiestesista debutante é: Qual desses 4 movimentos corresponde ao meu SIM. A segunda pergunta: qual desses 3 movimentos corresponde a meu NÃO.

Nota: se o pêndulo não se movimento no 1º ou 2º passo, isto significa que seu ser racional está fazendo um bloqueio. Procure então um livro sobre meditação, só numa mente silenciosa se manifesta o EU superior".


3o PASSO


Um campo enorme está aberto á sua frente, você tem agora um poder a sua disposição, como usar este poder conforme as leis cósmicas desta dimensão?





4) O QUE VOCÊ "NÃO" PODE FAZER COM O PÊNDULO

a) Prever o futuro
O futuro se mexa o tempo todo e depende de muitos parâmetros. Você pode perguntar :"nessa circunstancia presente. O que poderá acontecer em relação a tal ou tal situação.

b) Se uma pergunta envolve a pessoa de maneira emocional, mental ou física, não se deve usar a radiestesia, isto porque sua mente inferior ou seu inconsciente vão perturbar as respostas dados pelo pêndulo.

ex: você esta doente ou alguém da sua família.

c) Não se deve praticar radiestesia no meio de incrédulos ou gozadores, os pensamentos antagonistas dessas pessoas são energias que vão atrapalhar seu trabalho.


5) O QUE VOCÊ PODE FAZER COM O PÊNDULO

A radiestesia pode ser usada em diversos domínios como pôr exemplo: agricultura (qualidade das sementes qualidade dos terrenos), arqueologia, geologia, investigação policial(achar pessoas desaparecidas), medicina das casas, achar água, medicina alternativa: diagnóstico, homeopatia, florais, psicologia etc... As possibilidades são quase infinitas, use a sua imaginação!


6) A PROTEÇÃO

A radiestesia investiga ondas que podem ser "boas ou ruins", então é bom que o radiestesista aprenda a se proteger:

a) Não praticar a radiestesia quando se está cansado

b) quando se investiga uma coisa qualquer, o radiestesista se liga energicamente com essa coisa, ele devem sentir o quanto ele pode se conectar sem ser afetado. Tudo é no sentir.Se você sentir algum incômodo (isto acontece quando se liga a uma pessoa muito doente ou muito magiada por exemplo), ou cansaço repentino pare na hora!

c) Seu lugar de trabalho deve ser enérgeticamento limpo.

d)Usar o anel atlante, pedir proteção as correntes de luz, inventar uma mentalização (forma pensamento) que vai lhe proteger, ex :envolver se numa bola violeta, ou numa bola de energia que vai afastar as energias que poderiam lhe prejudicar, só deixando passar as informações necessárias a seu trabalho, etc...

e) Cada pessoa possui perto dela um ser invisível e amigo encarregado de diversas tarefas e em particular, sua proteção. Então você pode pedir a ele duas coisas: 1º que ele limpe você após o final de seu trabalho, deixando as coisas "ruins" na sala onde você trabalhou, 2º peça-o para limpar a sala quando você sair dela.


7) ULTIMAS RECOMENDAÇÕES

Trabalhe dentro de seu limite, fixe esse tempo usando a radiestesia.
Bate o pêndulo contra um objeto duro entre cada pergunta para desempregnar-lo.


Fonte: http://www.rio.matrix.com.br/pavhane/aularad.htm


Imagens: google.com


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Momento de mudança

╰☆╮ Há pessoas que andam em círculo. Estão sempre envolvidas nos mesmos problemas, enfrentando as mesmas dificuldades. Não conseguem sair disso e vivem a lamentar-se e a sofrer, pois passam a pensar que é o destino, que é a vontade de Deus ou que é falta de sorte. Tentam buscar todo tipo de desculpas para as dificuldades que elas mesmas buscaram. Quando insistimos em seguir pelo caminho errado é óbvio que não chegaremos ao lugar desejado, e certamente sofreremos e causaremos sofrimento aos outros que nos cercam. Podemos perceber quando chega a hora de mudarmos, geralmente através de um chamado pela dor, infelizmente.

As mudanças devem começar dentro de nós. Observemos nossas atitudes, nossos pensamentos e sentimentos. Todas as vezes que agimos mal, alimentamos pensamentos e sentimentos negativos, acabamos por nos afastar de Deus, nosso Pai, de modo que nos perdemos no caminho. Por isso, nesse momento temos de nos encorajar e fazermos as mudanças necessárias em nós mesmos, para seguirmos o caminho certo que nos levará à paz e à alegria. ╰☆╮


Imagens: google.com


Amadurecer

Muitas pessoas enxergam na capacidade de cozinhar, lavar, passar e administrar uma casa sozinho, um sinal de amadurecimento. "Olha só, fulano está tendo que se virar por conta própria, está amadurecendo".

Não se pode negar que a independência é um importante passo quando se fala em maturidade, mas a última é, a meu ver, algo ainda muito maior, algo quase subjetivo.

Você sabe que está amadurecendo quando opta por dormir no sofá da sala para não incomodar sua mãe de madrugada com a luz do computador ligado e barulhos de porta batendo. Quando a preocupação com a saúde dela lhe torna chato e questionador.

Amadurecer é tornar-se um pouquinho mãe de sua mãe e pai de seu pai.

Você sabe que está amadurecendo quando não deixa uma nota ruim ou uma pessoa amarga acabar com a sua paz de espírito.

Amadurecer é também ter experimentado sofrimento suficientemente verdadeiro para nos fazer capaz de aumentar diariamente o seu limiar. É concluir que o otimismo pode até nem sempre ajudar, mas nunca há de atrapalhar.

Esqueça o banheiro limpo e o dia a dia impecavelmente organizado. De nada adianta ter uma casa brilhante e o sucesso profissional, se você não dá bom dia para o porteiro e economiza palavras com seu companheiro/a.

Amadurece aquele espera sua vez de falar, que genuinamente se coloca no lugar do outro, que não tem medo de aprender, mudar de opinião, errar e voltar atrás.

Amadurece, enfim, aquele que passa a viver de olhos e ouvidos bem abertos, que se permite sofrer e sensibilizar pelas experiências, esvaziar-se para ser capaz de ficar cheio novamente, e que, quando transborda, jamais deixa de tentar encher outros copos.


Por: Patrícia Pinheiro


Imagens: google.com


Intimidade emocional



O que mais necessitamos atualmente é de intimidade emocional. A intimidade física é hoje muito fácil, porém não cria vínculos nem sustenta relações amorosas estáveis. Confundimos amor com sexualidade e intimidade emocional com intimidade física. “Fazemos amor” como se amor e sexo fossem a mesma coisa. A sexualidade e a intimidade física são estímulos fortes e importantes para a vida, mas não geram vínculos nem mantêm a relação estável, necessária para os cuidados e a proteção da vida. A sexualidade e a intimidade física atraem as pessoas, porém, como estímulos vitais têm vida curta. Em pouco tempo “conhecemos” a outra pessoa, seu corpo, suas reações físicas, seus desejos e prazeres. Deixa de existir algo novo e excitante e a relação começa a ser monótona e não estimulante. A intimidade física, sem a intimidade emocional, não sustenta a relação por longo tempo.

Para compreender melhor a diferença entre a intimidade física e a emocional, vamos fazer uma distinção entre interação e relação.

A interação é o que ocorre num nível superficial, quando nos relacionamos a partir dos papéis que desempenhamos, como, por exemplo o médico, o professor, o freguês, o ilustre desconhecido da rua, etc. A interação obedece a regras específicas dos papéis desempenhados; em geral é mais superficial e dirigida mentalmente. Olhamos para a outra pessoa, percebemos o papel que desempenha, avaliamos, julgamos, criticamos, damos opinião ou conselhos, etc. A interação é útil e necessária para a convivência social. Não somos íntimos de todas as pessoas nem estamos voltados para a intimidade com o guarda da esquina, o frentista do posto de gasolina ou o caixa do supermercado. Entretanto, mantemos com essas pessoas uma interação cordial e socialmente aceitável. Normalmente a interação se dá no nível verbal e com um mínimo de toques ou de olhares mais diretos. Mantemos inclusive uma “distância” física convencional. Quando num elevador as pessoas são obrigadas a manter uma distância menor que a convencional, é evidente o incômodo geral e a busca de alguma interação verbal para disfarçar o constrangimento.

A relação começa geralmente pelo nível energético. Basta um olhar, um toque sutil ou uma palavra “casual” para que algo aconteça entre duas pessoas. Nestes simples atos elas expõem anseios que vêm de sua Essência. Geralmente acompanha-se de um misto de curiosidade e vergonha frente à exposição. É algo que acontece independente da vontade consciente de ambos. Começam a se expor emocionalmente! Se as pessoas não se assustarem e fugirem, a aproximação será progressiva, levando a uma exposição profunda das almas envolvidas. É a intimidade emocional estabelecendo-se. Ela ocorre quando a Alma da outra pessoa é vista, ouvida, recebida, nos toca em nossos sentimentos e emoções e temos uma resposta emocional para ela.

A intimidade emocional existe quando existe uma verdadeira relação, isto é, quando existe um Eu que se expressa e tem no outro um Tu que o recebe, se deixa tocar e tem uma resposta emocional para dar. Estamos além dos papéis que desempenhamos! Passamos horas conversando, falando de nós mesmos e ouvindo deslumbrados os relatos da outra pessoa. A necessidade de intimidade física parece não existir num primeiro momento e pode mesmo não existir, quando a intimidade emocional leva as pessoas a estabelecerem uma profunda amizade. Ficamos excitados vitalmente, voltamos a sonhar, sentimo-nos reconhecidos em nosso Eu! Se a relação caminha para além de uma amizade profunda, a necessidade de intimidade física torna-se progressivamente mais forte, ativando desejos de contato físico. Estamos apaixonados! Na Psiquiatria do início do século XX falava-se da paixão como um estado alterado, um estado patológico! Na realidade a paixão é a expressão de um profundo anseio humano! O anseio de sentir-se recebido, reconhecido e reafirmado na expressão genuína de seu Eu.

Antes da liberação sexual existiam duas situações definidas: a relação sexual amorosa e a interação sexual profissional. A antiga “prostituta” era uma pessoa que desempenhava um papel, a partir do qual tinha um comportamento esperado e pelo qual era retribuída financeiramente. Ela não beijava seu freguês; o beijo era uma intimidade emocional reservada ao seu amado! Atualmente temos, de forma análoga a garota e o garoto de programa. Desempenham papéis.

Atualmente criamos mais uma categoria, a da interação sexual não profissional. Inventamos o “ficar”, situação na qual as pessoas podem ter intimidade física sem intimidade emocional. O papel da mulher liberada sexualmente e do homem descompromissado ajustam-se perfeitamente! Muitas vezes, a partir dessa intimidade física surge a intimidade emocional e a relação amorosa se estabelece. Mesmo na situação do garoto e da garota de programa, quando a interação prolonga-se, pode estabelecer-se a intimidade emocional e a relação tornar-se amorosa, levando à formação do casal e da família. A busca da interação sexual profissional, geralmente indica dificuldades de estabelecer relações amorosas, mas a natureza e a alma, às vezes pregam peças até nos mais evasivos!

A liberdade sexual e a facilidade de intimidade física nos trouxeram prazeres e variedade de experiências, mas nos tirou a possibilidade de sonhar e de sentir aquela intensa excitação vital do começo da paixão! Não temos tempo para esperar acontecer. A interação sexual banalizou a sexualidade!

Independente de como chegamos à paixão, para que esta tenha continuidade com a relação amorosa duradoura, dependerá da disponibilidade de ambos em preservar a intimidade física e emocional. Já disse acima que a intimidade física sozinha, não preserva a relação nem traz os cuidados e a proteção para a vida! O amor cria vínculos duradouros e intimidade emocional e nesta temos uma fonte inesgotável de estímulos novos. Durante toda a nossa existência não chegaremos a nos conhecer integralmente e muito menos a conhecer totalmente a outra pessoa. Quando o casal mantém a intimidade física e emocional, a relação será fonte inesgotável de estímulos para a vida, para o auto-conhecimento e para o conhecimento da outra pessoa. Preservar a intimidade emocional é uma questão de sobrevivência da própria relação amorosa!

Descrevemos até aqui as condições necessárias para a interação e a relação saudáveis. Existem, entretanto muitas inadequações que frustram a ambas. Normalmente estão ligadas à questão dos limites pessoais.

A interação aceitável socialmente pede que cada participante se mantenha dentro de seu papel específico e que obedeça as regras do mesmo. Se uma pessoa rompe a distância convencional, se olha de forma muito intensa, toca fisicamente de forma íntima ou se expressa emocionalmente, não importando se a emoção é amorosa ou agressiva, estará ultrapassando as regras da interação. Esta atitude a torna invasiva para a outra pessoa e a interação se rompe ou torna-se difícil. Amparadas na liberdade sexual ou na crença de que expressar emoções é sempre saudável, muitas pessoas expõem-se emocionalmente com facilidade e sem limites. São invasivas e inadequadas socialmente. Outras pessoas apresentam limites tão estreitos e preconceituosos que impedem a mínima cordialidade social. São fechadas como caramujos em suas conchas, impedidas de se relacionarem e até de interagirem socialmente.

A relação pede por intimidade emocional. Quando um olhar, um toque, uma palavra nos move internamente, foi despertada a intimidade emocional. Pode acontecer que esta situação nos assuste e então fugimos do contato ou respondemos racionalmente expressando uma opinião, um conselho ou mesmo uma interpretação. Evitamos nossa resposta emocional. Pode ser também que não estamos disponíveis para a intimidade com a pessoa em questão. Não existe um Tu respondendo ao Eu que se expressa. Normalmente a ausência de resposta emocional é o indicativo para a outra pessoa, de que deve manter-se no nível da interação. Se ela insiste na direção da relação, é bem provável tratar-se de pessoa invasiva e sem limites. Pode ser também que tenhamos limites tão estreitos que impossibilitam a relação!

Iniciamos dizendo que o que mais necessitamos atualmente é de intimidade emocional. Sem intimidade emocional sentimo-nos solitários e a vida torna-se árida. Freqüentamos festas, bares, happy hours e atualmente a Internet na busca de relações significativas. Passamos longo tempo aprendendo a interagir socialmente, mas não temos uma escola onde possamos aprender a nos relacionar. A aprendizagem da intimidade emocional começa dentro da família e nossos pais sofreram dos mesmos males ou talvez de males piores que os nossos. Nossas dificuldades frente à intimidade emocional frustram o anseio maior que é de expressar nosso Eu, ser recebido, reconhecido e reafirmado em nossa expressão. O resultado é a solidão ou as interações pouco significativas.

Evidentemente não existem regras do tipo “faça você mesmo” a ensinar. Existem algumas orientações que podem nos ajudar nesta empreitada, como as que apresento abaixo.

Aprendendo a intimidade emocional

A intimidade emocional ocorre internamente quando estamos em contato com nosso Eu, nossa Essência. Neste momento desfazem-se os conflitos internos e nos sentimos inteiros. A partir desse lugar interior, podemos sair da interação e entrar na relação. Estamos prontos para a intimidade emocional externamente. É o momento onde o Eu e o Tu existem e se reafirmam. O Eu pode ser sustentado externamente, quando existe um Tu que o recebe e o reafirma e o Tu pode emergir quando existe um Eu que se expressa e se comunica. Quando isto ocorre existe a verdadeira relação! Fora deste momento, somos papéis que interagem com outros papéis. Não existem pessoas. Tornamo-nos conceitos indiferenciados, genéricos, “coisificados” e “coisificando” o próprio mundo. E este perde seu encantamento! Ler: EU-TU de Martin Buber.

Orientações para a intimidade emocional

I. Fale de si próprio, deste seu momento e não do outro ou de sua história.
II. Retome constantemente suas sensações corporais, sentimentos e emoções.
III. Expresse o que sente através de suspiros, choro, emoção, anseios de tocar, apoiar o outro ou pedir apoio e ajuda.
IV. Nomeie o que sente e reflita sobre o que sente, reflita sobre seu próprio Eu.
V. Comunique ao outro as reflexões que faz sobre si mesmo. Afirme seu Eu!
VI. Ouça atentamente o que o outro fala dele mesmo. Olhe-o diretamente. Afirme e receba o Tu que se comunica!
VII. Tome consciência de sua resposta interna (sensação, sentimento, emoção) ao receber a comunicação da outra pessoa.

VIII. Expresse e comunique suas sensações, sentimentos e emoções em relação à comunicação do outro. Não fale dele, não o julgue, não o analise, não o avalie; comunique apenas o que você sente internamente! Ex: Eu me sensibilizo com sua dor, sua situação move também a minha dor. Etc.
IX. Só dê sua opinião quando o outro solicitar alguma avaliação ou conselho, porém comece sempre expondo como você se sente no momento. Ex: Eu me sinto sensibilizado com sua pessoa e como você está me permitindo, gostaria de dizer-lhe que.............
X. Clareie para você mesmo o que você percebe, o que você sente e o que você pensa sobre o outro. Você pode percebê-lo cabisbaixo, triste, sentir-se preocupado com ele, e talvez esteja muito interessado em saber o que se passa. Não interprete o estado dele. Seja franco e direto: Eu o percebo cabisbaixo, estou preocupado com seu estado e gostaria de saber o que se passa com você, se você se sentir à vontade para expor! É importante aceitá-lo não disponível para se expor!
XI. Desfrute de seus momentos de intimidade emocional, não importando onde você esteja: num bar, numa roda de amigos, numa relação amorosa, num momento de sua espiritualidade, etc.


Dr. Dimas Calegari


Imagens: google.com