terça-feira, 24 de abril de 2012

Ninguém investe em vítima

Eu gostaria de fazer um curso de pós-graduação, mas o que ganho é insuficiente. Eu poderia ter montar um negócio próprio, mas não tenho capital. “Seria bom fazer ginástica regularmente, mas não tenho tempo.” Qual é o tom em que se dizem tais frases?

Há pessoas que as dizem em tom de comentário, querendo dizer que tão logo seja possível efetivamente farão o que pretendem - já estão a caminho de consegui-lo.

Porém, há pessoas que dizem as mesmas frases em tom de lamúria, apresentando-se como vítimas de terríveis circunstâncias do destino. Coitadinhas, tão espetaculares, poderiam chegar tão longe, mas o pai, o marido, o filho, o patrão, o bispo não deixaram! Ora, quem diz essas frases com tom de vítimas crônicas estão espantando qualquer possibilidade de cooperação, porque ninguém quer investir em pessoa que acha que as circunstâncias externas as governam. São pessoas passivas, que inviabilizam qualquer investimento.

Como ajudar uma vítima crônica?

Não alimentando sua autopiedade. Por exemplo: A pessoa diz: "Eu sempre quis estudar, mas meus pais eram ignorantes e não deixaram". Você pergunta: "E nos 20 anos seguintes, o que impediu seu progresso?”.

Apresentando saídas ao círculo vicioso em que a pessoa acredita viver. Por exemplo: A pessoa diz que não cresce porque o chefe não deixa. Você, com genuína intenção de ajudar, observa: “Acho que você tem de se preparar para mudar de chefe, para buscar um lugar onde as coisas possam ser melhores para você. Reclamar não resolve a questão.”

Oferecendo alertas bem intencionados, com amor. A pessoa diz que quer fazer pós mas não tem recursos. Você pode dizer: "Não leve a mal, mas acho você uma pessoa muito capaz de buscar soluções e lutar mais por seus objetivos. Eventualmente você dá a impressão de ser vítima de forças externas, mas acho que... Talvez nessa auto-imagem esteja o problema!”




Por: José Antonio Rosa
Imagens: google.com


Relacionamento ♡ Relacionar-se

A diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo.

Você encontra uma pessoa e você ama, porque você tem muito amor disponível”.



Mensagem de: Osho, do livro The Dhammapada.
Por: Elisabeth Cavalcante
Imagens: google.com



O bom senso e o Autoconhecimento ♡

♡ Todos que buscam o autoconhecimento, quando percebem que são os únicos autores de seu destino, costumam se perguntar: “E agora? Que caminhos seguir? Já que meus valores e crenças são os geradores dos resultados, como adotar novos valores para provocar atitudes e comportamentos pontuais e atualizados, centrados na realização pessoal?”

Neste momento, é muito importante se destacar a tendência geral de se trocarem as regras. Querendo dar um jeito rápido na bagunça do passado mal gerenciado, larga-se o rol de regras sob o qual sempre se viveu submetido para adotar-se outra lista de regras criadas com a finalidade de rápida auto-ajuda, amplamente disseminadas pelos meios de comunicação, como o modo mais fácil de se alcançar o sucesso, a prosperidade, o amor, a vitória completa, submetendo-se novamente a normas generalizadas e que na maior parte das vezes não têm nada a ver com o interior de quem as está praticando. É trocar seis por meia dúzia, na ilusão de solucionar finalmente todos os problemas e impasses da vida.

Isto não é autoconhecimento e muito menos evolução.
Como fazer, então? Onde buscar orientação segura?

É muito mais simples que parece. Por sermos criados à semelhança do divino, somos como Ele, pois temos os seus genes, temos em nós a divindade. E é lá que encontramos todas as respostas às nossas indagações: direto em nossa alma. É nela que existe algo divino, chamado “senso”, isto é, capacidade de sentir, analisar e entender, julgar; portanto, a ferramenta certa e indispensável para discernir o que é bom ou não em nossa vida. Saber usar bem esta capacidade se chama “bom senso”, ou seja, usar o que nos chega com equilíbrio e clareza.

O maior exemplo vem da sabedoria da Natureza. Nada existe nela que não tenha função ou uso: o inútil se torna desnecessário e supérfluo, sendo rigorosamente reciclado ou descartado, substituído pelo que é funcional, produtivo e útil. Conosco acontece a mesma coisa.

É preciso então se usar lentes especiais para observar-se: as lentes do bom senso, a fim de que não caiamos na generalização, na massificação oferecida pelas simples troca de “listas”, como foi dito acima. Somente com o uso do bom senso é que trazemos ao nível do nosso consciente o que precisa ser modificado. Sem regras. Sem rigidez, exigências, perfeccionismo, mas sim com flexibilidade, lucidez e, sobretudo, muita coragem, modéstia e auto-aceitação.

Observar. Neste primeiro passo vamos fazer o caminho inverso: partindo dos fatos (resultados), sentir, perceber quais atitudes os causaram e, por tabela, quais valores os originaram. Preste atenção no tempo, energias, talentos, idéias, objetos. Nas suas reações, sentidos e sentimentos, na linguagem do seu corpo, dores, doenças, postura. Observe seus valores e recursos, com muita clareza. Observe o peso e a importância que atribui a cada valor, crença, costume, idéia, objeto de posse; o espaço que cada um desses elementos ocupa em seu dia-a-dia, em sua vida, em sua casa, em sua história. E como usa seus recursos.

É quando vem o segundo passo: organizar-se. Sempre com bom senso, definir o que fica (porque fica e como fica) e o que sai. Descubra o modo como usa seus recursos e meios melhores de usá-los, pelo menos um de cada vez. Ordene-se e descomplique, encontre modos de gerenciar sua mente e suas emoções.

Terceiro movimento: limpar. Descarte-se de tudo o que não é mais funcional e útil, seja energético ou material. Pensamentos poluídos, rancores, cobranças, emoções ultrapassadas e cristalizadas, ilusões, vícios, controle e possessividade, ciúme, mimo, manias, atos falhos, hábitos. Roupas, objetos, coisas, enfim, tudo que não usa há muito tempo e está jogado num canto do armário, da casa. Desfaça-se sem dó e medo: abra espaço no coração, na mente, na casa. Libere! Areje, limpe! Abra as janelas da alma e da casa e deixe entrar o novo, a luz, deixe o trânsito livre para as energias superiores! Trabalho de coragem e de maturidade!!! De verdadeira modéstia e humildade.

Toda esta reflexão exige disciplina e força de vontade. Não desista diante da primeira dificuldade. Acalme-se, respire, continue. Adote a autodisciplina para reforçar seus propósitos. Sempre com muito bom senso, isto é, sem culpa, sem rigidez, com flexibilidade e auto-aceitação, humildade; pouco-a-pouco, mas com perseverança, bom humor, paciência e calma, na verdadeira e saudável alquimia interior.

É um trabalho de transmutação interior, de e na alma, quando energias de diferentes níveis de condensação (espiritual e material) se unem para a sua conscientização. Isto é autoconhecimento para crescer, para evoluir. É trabalhar com a Luz, na Luz e para a Luz. É ser Luz.

Que a Grande Luz esteja em seu coração, a todo instante.




Por: Eda Cecíllia Marini (Stum0
Imagens: google.com

Falam de tudo

"Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.

Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam."




Por: Nelson Rodrigues

Imagens: google.com



Espiritualista ♡

♡ Crê-se no todo orgânico, em todos os elementos e não se firma apenas em fatos superficiais como muitos imaginam.

Os espiritualistas estão por toda a parte: os que são abertos a todas as religiões, ecologistas, estudiosos de filosofia, conscientes da preservação da natureza, dos animais etc.

Não existe a pretensão de salvar a humanidade, mas salvar a si mesmo e aos mais próximos, começando pela família, numa corrente de bem.

O espiritualista é um "viajante celeste" com os pés no chão. Uma pessoa serena, segura intelectualmente e espiritualmente, deixando de lado qualquer tipo de julgamento, levando a vida da maneira mais serena possível.




Por: Monica Buonfiglio
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Ame os dias de chuva e sol



"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.

Ambos existem e são necessários, cada um como é."


Por: Fernando Pessoa

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Vemos o que somos



"Nós não vemos o que vemos,
nós vemos o que somos.
Só vêem as belezas do mundo
aqueles que têm belezas dentro de si".




Por: Rubem Alves
Imagens: gooble.com