domingo, 2 de setembro de 2012

Somos nossos próprios inimigos

Se pararmos para analisar, veremos que na verdade ninguém nos causa mal. E não estou falando aqui da violência que enfrentamos hoje, já que esse é um elemento incontrolável da nossa sociedade. Estou falando de sentimentos, de relacionamentos.

Somos um clã de bichos animalescos! Aprendemos sempre a valorizar o lado ruim das coisas. E nessa análise, nós mesmos somos as vítimas.

Talvez o erro comece nos nossos sonhos! Não sonhamos com algo, sonhamos com um conjunto idealizado.

Quando estamos à procura de um emprego, sonhamos que ele seja perto de nossa residência, que tenha um ótimo salário. Claro que isso é salutar e nos impulsiona pra frente. O problema é que nesse sonhar, vamos além. E idealizamos esse emprego em uma grande empresa, com uma sala só nossa, com benefícios acima da lei, um chefe compreensivo que encubra nossas pequenas falhas.

E, ao conseguir esse tão esperado (e necessário) emprego, nos tornamos infelizes, esquecendo do objetivo principal: o estar empregado.

Porque isso? Pelo simples fato de que as condições desse trabalho, não são aquelas almejadas, mesmo que a diferença seja ínfima.

O mesmo acontece em nossa vida pessoal. O sonho de todos é ser feliz. E essa felicidade geralmente passa pelo caminho de um amor, de um companheiro.

E idealizamos um par! No começo queremos alguém que nos tire dessa solidão, que compartilhe momentos. E num rápido instante estamos fazendo viagens, passeios, ganhando presentes. E pensamos: que bom seria se ele ou ela fossem assim ou assado. E lá no nosso inconsciente já estamos moldando a forma desse príncipe (princesa) encantado (a)!

Um novo relacionamento começa, estamos tão felizes! O mundo parece mais colorido, o dia passa rápido.

Até que aquele parceiro idealizado no nosso inconsciente começa a diferenciar do real. E a acabar minando a relação.

Nesse momento, mais uma vez começamos a enxergar os erros, as diferenças daquele com quem sonhamos. A angústia toma conta de nós e não conseguimos mais ir adiante.

Na verdade não é o outro que errou, ou cometeu algum deslize. A nossa expectativa, alimentada por nossos sonhos é que idealizou uma pessoa inexistente. E somos idiotas demais pra admitir isso!

Se um relacionamento não dá certo, se ele foi rompido pelo parceiro, caímos em depressão! A culpa é nossa... Somos feias, gordas, magras, altas, baixas. Temos celulite, temos cicatriz, temos cabelos crespos, enfim começamos a achar “defeitos” que não são realmente defeitos e sim marcas próprias que nos diferenciam dos demais.

Esquecemos a velha máxima: “A gente ama apesar de e não por causa de.”. . .

Onde está escrito, determinado ou provado cientificamente que uma pessoa que não esteja nos padrões da moda do momento não possa amar, ser amada, ser feliz? Padrões esses que flutuam de acordo com a época e os interesses do momento.

Somos biologicamente feito para ser par, para garantir a perpetualidade da espécie. Mas nosso ego, nossa vaidade acima dos limites, nos torna seres enclausurados nos nossos medos, em nossas falhas, em nossos traumas modernos.

Buscamos a alma gêmea, esperando que essa pessoa caiba direitinho nos planos traçados previamente por nosso inconsciente, quando a busca seria pela pessoa que possa entender as nossas deficiências, aceitá-las e nos ajudar a romper essa barreira, nos tornando um ser mais humanizado.

Aquela pessoa que caminha junta, de mãos dadas, que nos ampara, nos mostra o caminho, nos dá liberdade pra voar, mas que alça o mesmo vôo junto!

Que não nos priva do crescimento interior, que ri dos próprios erros e mazelas da vida.

Infelizmente não foi essa lição que aprendemos. Sempre nos fizeram animais competitivos, prontos pra batalha da vida, prontos à difamação, a apontar os dedos mostrando os erros de todos, a diminuir àqueles que possivelmente iriam atrapalhar nossos planos e sonhos.

Só que ao fazer isso, estamos também traçando o nosso perfil... Estamos sendo vitimas da mesma arma, mas com um inimigo muito mais difícil de enfrentarmos: o nosso próprio eu!

É quando a auto destruição se instala, se apossa do nosso frágil equilíbrio e nos leva ao fundo do poço. Somos nosso próprio inimigo!

Ninguém nos faz mal, nós mesmos nos encarregamos disso, quando apostamos em situações que sabemos que não são as ideais. Quando apostamos nossas fichas em relacionamentos fadados ao fim, antes mesmo de começarem, pelo simples fato da incompatibilidade existente. Quando batemos o pé diante de uma situação que pela lógica não mudará, mas queremos mostrar o quanto podemos, para mudá-la... E nem sempre conseguimos, ou melhor, raramente se consegue mudar algo que não pediu para ser mudado!

Enquanto não aprendermos a ser nosso maior amigo, estaremos de mãos dadas com a infelicidade, o stress, a depressão, pois somos sim nossos maiores inimigos!



Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/211986


Imagens: google.com


Pai, me ensina a te amar


Pai me ensina a te amar
Ver o que os meu olhos não conseguem enxergar
Não tenho mais ouvido meu coração
Fico sempre envolvida em minhas emoções
Me guia oh Pai seguir em tua direção
Assim eu posso me tornar um campeão

Se eu confiar e me lançar
Usando a fé vou conquistar
Guardando assim meu coração pra te honrar
E nunca mais viver de emoção.


Plágio: da Música Oração da alma
Por: Janaina Brandão

Imagens: google.com





Setembro



Seja muito bem-vindo SETEMBRO!
Com toda sua cor, flores e com tudo de melhor que possa nos trazer!
Que seja um mês abençoado, acolhedor e vitorioso!
Que traga coisas boas, lindas e leves!
Que tenha sabedoria e fé e que as Realizações façam parte da minha caminhada!!!

Estou grata por tudo!!


Imagens: google.com






sábado, 1 de setembro de 2012

Bendita crise!

Bendita crise que sacudiu o mundo e a minha vida ...
Bendita crise que está reciclando tudo ...
Bendita crise que veio tirar a minha ilusão de permanência...
Bendita crise que vai trazer evolução ...
Bendita crise que vai fazer o mundo se reestruturar ...
Bendita crise que traz a transformação ...
Bendita crise que vai me ensinar o que é verdadeiramente importante ...
Bendita crise que é um desafio ...
Bendita crise que vai me revelar a minha própria sabedoria ...
Bendita crise que dissolve meus apegos ...
Bendita crise que vai ampliar minha visão ...
Bendita crise que me faz humilde ...
Bendita crise que vai abrir meu coração ...
Bendita crise que me traz de volta a confiança ...
Bendita crise que vai me mostrar outras oportunidades ...
Bendita crise que me faz dar mais importância à vida ...
Bendita crise que me tirou do marasmo ...
Bendita crise que leva a um novo paradigma ...
Bendita crise que está me mostrando a Luz ...
Bendita crise que me fez voltar a ter fé ...
Bendita crise que me traz de volta a aventura de viver ...
Bendita crise que é o ponto de mutação ...
Bendita crise que me traz de volta o amor pela humanidade ...



Por: Mirna Grzich

Imagens: google.com


Por que as atitudes da pessoa amada irritam tanto vc?!

É estranho e paradoxal: ao mesmo tempo que amamos muito uma pessoa, com o passar do tempo as suas atitudes passam a nos irritar e nos incomodar demais. Perdemos a paciência facilmente e passamos a tratá-la com grosserias, pouca compreensão e até uma certa raiva...

Com as pessoas estranhas ou colegas de trabalho parece não acontecer o mesmo! Costumamos ter mais cautela e medir mais as palavras na hora de expressarmos algum descontentamento. Mas com a pessoa amada, rasgamos o verbo, xingamos e até ofendemos. Por quê?

Carl Jung, um dos precursores da psicanálise, já defendia a idéia de que o casamento (ou qualquer relacionamento íntimo e constante) é o tipo de relação na qual mais rapidamente podemos enxergar nossos próprios defeitos. Ou seja, a convivência com a pessoa amada é uma relação tão íntima, tão profunda e tão reveladora que, aos poucos, esta pessoa passa a apontar - consciente ou inconscientemente - nossos piores defeitos, nossas maiores limitações. E, convenhamos: isso é realmente irritante!

Mas, por outro lado, é também uma ótima e eficiente oportunidade de descobrirmos e admitirmos nossos erros para que possamos melhorar, crescer e nos transformar em pessoas melhores, mais inteiras e maduras. Além disso, se pararmos para analisar, poderíamos nos perguntar por que determinadas atitudes de nosso parceiro passam a ser tão imperdoável aos nossos olhos! Por que nos sentimos tão agredidos, ofendidos e desrespeitados por esta pessoa que, teoricamente, seria a que mais deveria nos agradar?

Será que, na verdade, o que nos irrita não é o fato de descobrirmos em nós mesmos esta falta de compreensão, de humor, de disposição, paciência e colaboração? Será que as cobranças da pessoa amada não recaem exatamente sobre nossas limitações, nos mostrando o quanto precisamos melhorar em algum ponto que tentamos ignorar a vida inteira?

É bem provável que seja justamente esta pessoa (para quem entregamos nosso coração, revelamos nossos segredos e confessamos nossos medos), a dona de uma cópia do mapa de nossos caminhos mais escuros, mais feios e mais desinteressantes... E, portanto, seja ela que esteja o tempo todo nos mostrando e nos lembrando sobre as características de nossa personalidade que mais tentamos esquecer ou mascarar. E, assim, inconformados com este poder que nós mesmos demos a ela, passamos a sentir raiva de suas atitudes e até dela mesma.

Mas, se conseguirmos enxergar estas situações irritantes como uma oportunidade de crescimento, talvez pudéssemos ser mais pacientes com a pessoa amada e usá-la como uma amiga, uma aliada, uma parceira no difícil e doloroso caminho da vida. E mais: também começaríamos a ser mais cautelosos e solidários para com esta pessoa quando fosse a nossa vez de criticá-la, de cobrá-la, de apontar os seus erros e espezinhar sobre suas limitações.
Sim! Porque não é somente o nosso parceiro que faz isso conosco. Nós também fazemos isso com a pessoa que, por sua vez, está contando com o nosso amor, a nossa amizade, um abraço, um conforto, qualquer forma de acolhimento...

Enfim, devemos saber – e nos lembrar sempre – de que o amor é um sentimento maravilhoso e que pode transformar a nossa vida numa grande alegria. Mas é também um grande mestre! Quando constituímos um relacionamento em nome do amor, devemos estar preparados para o crescimento que ele exige de cada um de nós! Se encararmos as dificuldades como empecilhos ou obstáculos, certamente este amor ruirá. Mas, se soubermos enxergar as situações difíceis como preciosas oportunidades de aprendizado, estou certa de que o amor só tende a se fortalecer.

Para isso, no entanto, precisamos ser humildes o bastante para aprendermos com a pessoa que amamos, para reconhecermos nela um ser humano com qualidades diferentes das nossas, com uma sabedoria particular, que pode acrescentar muitas lições à nossa vida. E assim, dispostos a reconhecer nossos defeitos e a ter compaixão pelo outro, poderemos transformar a nossa relação de amor numa maravilhosa oportunidade de evolução!



Por: Rosana Braga (Stum)

Imagens: google.com


Tudo é reflexo de si mesmo ...

"Solte-se e liberte-se das limitações impostas por suas próprias crenças. Comece mudando apenas o seu jeito de falar e perceba que as pessoas também mudarão sua maneira de falar.

Dirija seu ambiente com sua conduta e não espere que as coisas mudem por si mesmas: isso seria viver de ilusão!

Você pode ter e ser o que quiser, se conseguir acreditar que tudo é reflexo de si mesmo. Acredite na forma do amor que borbulha dentro de cada um de nós! Acredite que, sem amor, o mundo se dirigirá para as conveniências que criam transtornos. Amar é deixar-se penetrar no mundo alheio, para compreendê-lo e não para julgá-lo ou transformá-lo."




Por: Cristina Cairo
Linguagem Do Corpo - Aprenda A Ouví-lo Para Uma Vida Saudável


Imagens: google.com



Descubra a fragilidade q se esconde atrás da raiva

A raiva é uma emoção que provoca efeitos bastante perceptíveis física e mentalmente. O corpo produz uma química que imediatamente inunda a corrente sanguínea e produz diversas reações: aumento do batimento cardíaco, alteração da respiração, sensações desagradáveis no estômago, contração ou tensão nos músculos, entre outras. Além dos efeitos físicos, a energia dessa emoção gera vários tipos de pensamentos que acabam alimentando ainda mais a raiva. Mas o que verdadeiramente está por trás desse sentimento? A princípio parecemos mais fortes e intimidadores quando estamos com raiva. Só que, na verdade, esse sentimento pode estar escondendo várias de nossas inseguranças.

A raiva pode esconder o medo. Imagine uma criança que inocentemente faz algo muito perigoso, como por exemplo, soltar a mão do adulto e atravessar a rua correndo. O pai ou a mãe podem ficar loucos da vida e brigar ou mesmo bater no filho. O que na verdade a raiva está escondendo é o medo que aconteça alguma coisa de mal com filho, medo da tristeza ou culpa que isso pode causar.

A raiva de alguém pode esconder uma culpa. Imagine que tem algo que você tenha feito que o faz sentir culpado. Pode ser o abandono de um filho, ou uma injustiça contra algum amigo, algum ato desonesto, ou qualquer outra coisa. Se alguém tocar no assunto, é possível que você se defenda com raiva e agressividade ao invés de admitir seus erro e reais sentimentos. É como se você dissesse: Não toque neste assunto, pois isso me faz sentir culpado, e eu não quero sentir essa culpa!

A raiva pode esconder uma dificuldade em dizer não e impor limites. Tem pessoas que lidam bem com a questão de impor os limites e se fazer respeitar. Conseguem perfeitamente dizer aos outros quando estão cansadas e precisam ir embora, que não é permitido que se faça tal coisa em suas casas, ou ainda que não podem dar aquela carona solicitada pelo amigo.

Já outras pessoas têm grande dificuldade. E a cada limite que não é dado, acumulam um ressentimento. Podem até parecer exteriormente tranquilas, mas por dentro a raiva e mágoa estão se acumulando. Até que chega num determinado momento que é a gota dágua. A raiva se torna tão grande que supera o medo de colocar limites. Aí sua reação é intensa, agressiva, e é possível que venha a falar tudo que não falou até aquele momento.

A raiva pode esconder uma necessidade de manipular o outro. Uma filha que se sente culpada quando sua mãe fica com raiva estará bastante suscetível a fazer o que esta mãe quer, e não a sua própria vontade. Pode se estabelecer um grande jogo de culpa e manipulação recheado de ressentimentos que às vezes perdura a vida inteira.

Raiva de alguém, que não nos perdoou, esconde que ainda não nos perdoamos. Às vezes, estamos com raiva de alguém por que essa pessoa não nos perdoou por algo que fizemos e já assumimos o erro e nos desculpamos.

Na verdade, nós é que ainda não nos perdoamos. Estamos contando que o outro nos perdoe para que possamos finalmente nos perdoar. É como se o outro fosse o detentor do poder de nos devolver a paz interior. Ficamos, então, com raiva da pessoa por que ela não nos libera. Mas é claro que podemos nos liberar, mesmo que o outro ainda tenha mágoa. Como não conseguimos ver dessa maneira, sofremos.

A raiva pode esconder a necessidade de reconhecimento. Fazemos muitas coisas esperando algum tipo de reconhecimento. A princípio dizemos que não necessitamos de nada disso. Mas quando o reconhecimento não vem, sentimos raiva das pessoas.

Outras vezes, alguém fez algo que não gostamos. A raiva surge como uma forma de tentar fazer com o outro se sinta culpado, reconheça o que nos fez, nos peça desculpas e diga o quanto foi injusto.

A raiva pode esconder um sentimento de rejeição. Pessoas que foram abandonadas, seja pelo pais, parceiros ou outras figuras importantes, sentem-se rejeitadas. A rejeição é muito incômoda por que normalmente achamos, consciente ou inconscientemente, que temos algo de muito errado, que não somos dignos de receber amor. Essa dor pode ser mascarada e tudo que demonstramos é a nossa mágoa, raiva e desprezo por aquele que nos abandonou. É como se disséssemos: "Você me rejeitou e me fez sentir que não tenho valor algum, eu não quero entrar em contato com esse sentimento, não sei lidar com ele. Prefiro demonstrar que tenho raiva de você, provar que você é injusto, ingrato; que é uma má pessoa!"

A raiva pode esconder o sentimento de impotência ou uma não aceitação. Aconteceu algo e não há absolutamente o que fazer naquele momento. O carro quebrou e você está com muita pressa. O funcionário perdeu um documento muito importante. A empresa aérea lhe vendeu um bilhete mas não tinha vaga no avião. Está chovendo muito no feriado e você havia planejado ir a praia.

A raiva dos outros pode esconder a raiva que você sente de você mesmo. Fizemos algo teoricamente contra a nossa vontade por que alguém pediu. Na realidade, fizemos porque queremos ser aceitos e temos medo da rejeição. Aí ficamos com raiva da pessoa, talvez achando que ela é uma exploradora e que somos sua vítima. Analisando mais profundamente, na verdade, estamos com raiva de nós mesmos por termos feito algo que não queríamos; raiva por não termos sido capaz de dizer um simples não, raiva de sermos tão dependentes.

Existem inúmeras outras nuances que a raiva pode estar apenas mascarando. Poderia listar aqui muitas outras delas. Normalmente, ela vai esconder uma mistura de vários sentimentos. E começamos a dissolver a raiva de uma determinada situação, a verdade vai surgindo. Os sentimentos de culpa, medo, frustração, necessidade de reconhecimento e outros vão brotando a cada rodada. É um processo natural, os insights vão surgindo. Com a aplicação da EFT, vamos dissolvendo tudo que está por trás da raiva, até se chegar em um estado completo de absoluta paz interior, sem que seja preciso mudar nenhuma circunstância exterior.

Mascaramos nossas fragilidades. Sentido-se fraco, o ego se esconde atrás de uma aparente capa de força e agressividade, para assustar, defender-se. É como alguns animais pequenos e inofensivos fazem na natureza. Quando estão acuados, tem uns que inflam o papo, se arrepiam, abrem as asas ou um leque de penas. Tudo para parecer maior e mais forte.



Por: André Lima

Imagens: google.com