quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A culpa é de Deus?!



José Saramago escreveu um texto em que bota a culpa das coisas ruins que acontecem à humanidade em Deus. Ora, a idéia do texto é pensar que, pelo fato do homem acreditar em Deus é o culpado por todas as nossas desgraças, e cita pra isso a conquista da Índia pela Inglaterra e o atentado ao World Trade Center. Poder-se-ia dizer até que ele está correto, pois os homens USAM Deus pra justificar seus desatinos. Desde que a civilização floresceu o ser humano procura uma desculpa pra justificar seus atos, e a melhor (e mais infalível) é dizer que "Deus quis assim". É tiro e queda! Quem vai discordar de Deus? Especialmente quando o "enviado de Deus" conta com o poder militar e judiciário do seu lado.

SÓ QUE, Saramago usa Deus como desculpa pra justificar seu ateísmo, já que o texto é claramente dirigido à idéia que "se as pessoas não acreditassem em Deus, não teria havido isso". Que ingênuo... como se todo ateu fosse um pacifista... se ele é ateu, deveria ser mais cínico e inquisidor, e procurar descobrir as reais motivações pra tanta atrocidade. Dizer que a maior orquestração terrorista da história, envolvendo mais de 30 homens e QUATRO aviões de passageiros foi uma idéia surgida "porque Deus disse pra fazer" é sim um atentado terrorista contra a inteligência humana!! Nem o Papa cai mais nessa: Quando Bush declarou guerra ao Afeganistão, tentou invocar o nome de Deus pra justificar o bombardeio, ressuscitando o espírito das cruzadas, o Papa cortou logo com um "deixe Deus fora de suas guerrinhas". Bush acredita em Deus, e Saddam Hussein é ateu. Qual deles é melhor? Logo, percebe-se que todo o texto de Saramago é baseado numa premissa furada.

Saramago faria um bem à humanidade se usasse de ironia e lembrasse aos Crentes que, se Deus existisse, teria de ser um Deus de Amor, e não de Guerra. E que a maior "prova" de que Deus não existe residiria no fato de que a humanidade está mergulhada na barbárie desde os primórdios, só que agora conta com recursos mais sofisticados. Essa sim é uma idéia mais difícil de rebater pra quem crê num Deus "coisificado", que protege certas etnias em detrimento de outras. Saramago faz uma salada religiosa e mistura a idéia desse Deus com o "fator Deus", que é justamente a idéia que permeia a humanidade ANTES que as pessoas dessem um nome a Deus. O "fator Deus" é uma Unidade Criadora, que está em tudo que nos cerca, e se manifesta em todas as coisas visíveis e invisíveis, justamente onde a ciência pára e olha estupefata para a inteligência da Criação.

O ser humano é tão arrogante... Chamamos de "história" o período compreendido entre os primeiros escritos e o tempo atual. E sabe-se que, se o meio bilhão de anos que compreende toda a evolução do planeta Terra fosse equacionado em termos de 24 horas de um dia, toda a evolução do ser humano só aconteceria no último segundo antes da meia-noite!! Quanta coisa nós "perdemos", hein? E quanta "história" poderia ser aprendida, SE soubéssemos ouvir os mais velhos, que costumavam ouvir as histórias de seus avós, e assim por sucessivas gerações, até tempos imemoriais... Mas não, a "história" é feita pelo lado mais forte, e não importam os motivos, afinal, vai tudo ser reescrito mesmo... como dizimar os astecas e queimar todos os seus manuscritos, porque DEUS QUIS ASSIM, pois eram povos bárbaros que não tinham "salvação" (ou pelo menos foi a desculpa da Espanha. Claro que nem me passou pela cabeça que o motivo poderia ser o ouro que foi tirado de lá e que enchia os galeões de volta pra Espanha...). E os árabes assassinados nas cruzadas? E as "bruxas" queimadas por toda a Europa? Foi uma questão de justiça Divina aplicada pelos homens? Hoje em dia nem uma criança acredita mais nisso! Quer um exemplo mais recente? A guerra dos Palestinos contra Israel. Todo mundo sabe que é uma guerra política e social, contra a opressão vergonhosa imposta aos palestinos. Mas o povo pobre palestino precisa ser incentivado, precisam de fanáticos dispostos a fazer sacrifícios por um "ideal", que na mente deles é pagar sangue com sangue (mesmo que isso estrague qualquer plano de paz que possa beneficiá-los). Então botam conceitos religiosos deturpados na cabeça deles, embora não haja sequer um ponto de apoio no Alcorão (conjunto de Leis de caráter Divino) pra justificar suicídio ou matar mulheres e idosos, como habitualmente fazem aqueles homens-bomba retardados.

Mas mesmo um néscio precisa de uma motivação mais palpável para "cumprir a vontade de Deus", e é por isso que os grupos terroristas dão dinheiro às famílias dos suicidas, ou pelo menos davam, até Israel descobrir o esquema e passar a ameaçar as famílias com prisão. Foi Deus que mandou isso? Não, nem mesmo Maomé. E aí ficamos tão somente com a mentalidade doentia humana e a trindade sexo/dinheiro/poder.

Quando Saramago, do alto do seu prêmio Nobel de Literatura, diz que o "fator Deus" foi o responsável pela ação destruidora dos homens, não posso deixar de achar isso uma ingenuidade, pois Deus foi a última coisa em que essas pessoas pensaram. É justamente a FALTA do "fator Deus" no coração dos homens a responsável pelas desgraças que vemos na humanidade. Porque uma pessoa que CRÊ estar em comunhão com esta energia Criadora, independente de religião, não vai praticar um ato desumano pelo simples motivo de que ele vai estar atentando contra Deus, e consequentemente, ele mesmo! Essa era a filosofia por trás dos atos de Mahatma Gandhi. Os que praticam a iniqüidade em nome de Deus obviamente não O conhecem de fato.

OK, então Deus está fora disso. Aliás, para os Ateus, Ele está fora de tudo, pois não existe. Por mim tudo bem, se a pessoa acha que o Universo, com sua precisão matemática e autogerenciamento, é todo obra do acaso (já que não apitamos em nada, ao contrário, só fizemos destruir a harmonia do nosso planeta) isso é problema pessoal. Acreditar ou não acreditar não vai alterar NADA. O importante é RESPEITAR seu semelhante, e não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem com você. E isso é uma regrinha de civilidade, sendo você ateu ou não. E se um cara chamado Jesus (ou Joselito, não importa) deixou lições preciosíssimas de cunho social e humanístico, pra que todos possam viver em paz, esse cara merece ser ouvido, e não importa se as pessoas acreditam que ele é Deus, Avatar, Sananda ou Drag Queen, desde que elas abram seu coração para a mensagem. Só não acho certo aparecerem pessoas que se acham muito espertas e autônomas usando seu prestígio para desacreditar a FÉ de outras pessoas, que buscam num Poder Superior a FORÇA para se tornarem pessoas melhores.

Porque DEUS está dentro de nós... mas isto Saramago nunca poderia entender...




Imagens: google.com


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Não existe problemas insolúveis e sim pessoas sem soluções

Não existe problemas insolúveis. Existem pessoas sem soluções.

E as vezes esta pessoa sem solução, SOU EU!!! ...

Sou eu pensando que o pior pode acontecer quando é apenas a velocidade dos acontecimentos que não tem sido como eu esperava;

Sou eu avaliando demasiadamente os meus erros quando poderia estar lembrando de todos os meus acertos;

Sou eu analisando tudo que faltou ser dito e feito e esquecendo de analisar que terei várias chances de fazer e dizer novamente e de forma mais elaborada no futuro;

Sou eu julgando duramente a mim mesmo ou ao outro , quando poderia me recordar que estamos todos aqui em processo de evolução - posso pegar mais leve;

Sou eu associando minhas ideias a todos os modelos de insucesso, quando poderia lembrar que quem chegou lá também recebeu "nãos" e continuou e que estes são fonte de inspiração e com quem meus pensamentos devem se ligar;

Sou eu que enquanto existe um mundo abundante de oportunidades lá fora, estou me fixando numa única alternativa e declarando impossibilidades.

Então, sou eu que preciso levantar a poeira e dar a volta por cima. Sou eu que posso e tenho todas as condições de reverter qualquer resultado, quando não me deixo enclausurar por ideias e pensamentos limitados.
Sou a fonte da mudança.


Fonte: Guerreiros da Luz.


Imagens: google.com


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Respeitar o próximo

Somente respeitamos verdadeiramente o outro quando o aceitamos da forma como ele é. Aceitar é permitir a máxima manifestação, sem controles ou manipulações. E para aceitar plenamente o outro precisamos ter maturidade espiritual. Atualmente, vivenciamos poucos elementos de espiritualidade nas relações e, como consequência, lutamos uns contra os outros. Agir respeitando a tudo e a…

Somente respeitamos verdadeiramente o outro quando o aceitamos da forma como ele é. Aceitar é permitir a máxima manifestação, sem controles ou manipulações. E para aceitar plenamente o outro precisamos ter maturidade espiritual. Atualmente, vivenciamos poucos elementos de espiritualidade nas relações e, como consequência, lutamos uns contra os outros. Agir respeitando a tudo e a todos é o resultado da própria evolução. É ter disposição para dar e receber e não julgar. É ter a capacidade de reconhecer a importância do outro, aprendendo a respeitar as diferenças, consciente de que tudo o que fazemos tem uma consequência, para o bem ou para o mal.

Quem respeita, compreende e aceita tudo e todos conhece a importância de cada atitude e passa a zelar por seus atos e palavras, procurando fazer de sua vida um exemplo de respeito ao próximo. Assim, a pessoa sempre age de forma responsável, com cooperação, solidariedade, cultivando valores espirituais e relacionamentos cosmoéticos, baseados no amor e no respeito mútuo.

É por meio dos relacionamentos que evoluímos espiritualmente. Ninguém evolui sozinho, em uma ilha deserta. Nós nos enxergamos no outro. Somos mais de seis bilhões de pessoas na Terra e cada pessoa é um composto energético diferente. Devemos aprender a respeitar os que diferem dos nossos valores, opiniões e atitudes, reconhecendo os limites e as possibilidades pessoais e alheias. Nós criamos relacionamentos a todo momento: em casa, no trabalho, na vida social.

O padrão energético dos nossos relacionamentos exerce uma forte influência sobre nossa saúde física e emocional. Manter relacionamentos saudáveis, baseados em amor e respeito mútuo nos ajuda a estabilizar as nossas energias. Somos o resultado de tudo o que pensamos, fazemos e sentimos. Para cada pensamento emitimos uma energia mental e para cada sentimento uma energia sentimental. Quando pensamos mal de alguém, sentimos raiva e praticamos a maledicência, produzimos energias densas e comprometemos o nosso padrão energético. Quando isso acontece, nós somos os primeiros prejudicados, pois parte dessa energia permanece conosco, favorecendo a aproximação de assediadores espirituais. Portanto, o respeito mútuo começa com o respeito próprio.

Nos ambientes profissionais, o respeito começa na liderança. Um líder que respeita a individualidade das pessoas da equipe permite que cada um manifeste o seu máximo melhor. Dessa forma, o trabalho se desenvolve de maneira harmônica e é na soma das diferenças que se constrói o sucesso da equipe. Esse ambiente de trabalho é baseado na confiança, na cooperação e no respeito às diferenças individuais.

Respeito é o valor que nos move a tratar o outro com atenção, consideração e importância. Respeito gera respeito. Portanto, quando agimos dessa forma levamos o outro a fazer o mesmo e é assim que construímos o respeito mútuo. É preciso se respeitar. Quem não se respeita, não inspira o respeito do outro. Respeito é fundamental em todas as nossas relações e em todos os momentos.


Por: Alessandra Ritondaro


Imagens: google.com


Devo dizer a ele seus defeitos?



Namoro há um ano e meio. Mas de um tempo pra cá, comecei a achar defeitos nele. Fico guardando tudo isso pra mim. Um desses defeitos é falar em tom de voz mais alterado. O que faço?

"Em geral, as pessoas numa discussão costumam usar a terceira pessoa: Você é um grosso! , dizem sem pensar que isso certamente funcionará como o estopim para uma série de acusações mútuas" Resposta: Se você quer ser ouvida precisa, num primeiro momento, repensar sua avaliação sobre seu namorado.

Você diz que ele tem "defeitos". Será que não fica mais leve trocar a palavra "defeitos" por "características pessoais"?

Sim, porque se você usa a palavra "defeitos", já parte de uma avaliação negativa. E quem vai falar sobre algo já tendo uma avaliação negativa preconcebida, certamente alterará o tom de voz ou fará com que o outro o altere.

Agora, se você for falar sobre as características pessoais dele e mostrar como algumas dessas características enriquecem a relação, enquanto outras a empobrecem... a conversa poderá tomar um rumo diferente.

É importante entender que nem todas as pessoas são suficientemente elaboradas para falar sobre si mesmas; nem todas se conhecem o suficiente e nem todas gostam de discutir a relação.

Discuta a relação sem atritos

O passo seguinte, portanto, é avaliar se vale a pena falar e, principalmente como você deve falar. Em geral, as pessoas numa discussão costumam usar a terceira pessoa: "Você é um grosso!", dizem sem pensar que isso certamente funcionará como o estopim para uma série de acusações mútuas.

O ideal, nessa situação, é usar a primeira pessoa, mostrando como você se sente. "Estou me sentindo desrespeitada com esse seu jeito de falar", pode abrir um espaço maior para reflexão, uma vez que falando de você, você não o obriga a reagir para se defender.

Observar a reação da pessoa com quem você fala também é importante. Se sentir que a pessoa resiste depois das primeiras colocações, não vale a pena continuar. Ninguém ouvirá aquilo que não quer ouvi. Nesse caso, talvez uma outra tentativa de diálogo valha a pena: o diálogo não verbal. Se você, após uma ofensa, agir como se nada tivesse acontecido, certamente estará contribuindo para a manutenção de um comportamento ofensivo por parte dele.

Por outro lado, ficar sem abrir a boca, ficar calada, fria, e criar um peso na relação por algum tempo, poderá criar uma situação mais adequada para que ele pense e avalie o que fez. E se depois de algum tempo ele perguntar por que você está assim, evite o celebre "não foi nada"; aproveite a pergunta dele para falar. Afinal, quem faz uma pergunta, está um pouco mais disponível para ouvir uma resposta do que quem nada fala.

Os conflitos de um relacionamento também podem estar ligados a diferenças nas características pessoais dos envolvidos. Quando isso ocorre é sempre melhor, como já foi dito, você tentar mudar alguns comportamentos seus do que ficar esperando que o outro mude. Sim, porque provavelmente o que atrapalha a relação não se resume a uma característica de seu namorado. Envolve também seu modo de reagir a essa característica . Vamos supor que seu namorado seja caseiro e você goste de passear. Se você apenas reclamar que vocês nunca saem, nunca se divertem e ficar insistindo nesse ponto, certamente essas características se transformarão num eterno conflito que poderá ocupar o centro da relação. Agora se você, já sabendo dessas diferenças, tentar sair com suas amigas, passear no shopping, fizer seus cursos individualmente, você se sentirá preenchida com suas atividades e, ficar com ele em casa, não será tão torturante.

Num relacionamento amoroso diferenças sempre existirão. E é extremamente importante, para o bom andamento da relação, que cada um dos envolvidos saiba reconhecer o diferente e procurar a melhor forma de inseri-lo em sua vida pessoal. Afinal, diferentes formas de olhar para as mesmas coisas em geral enriquecem, diversificam e mobilizam a vida a dois.


Por: Anette Lewin


Imagens: google.com


Intimidades: física, intelectual, emocional e a energética

Podemos perceber quatro formas distintas de intimidade: a intimidade física, a intimidade intelectual, a intimidade emocional e a intimidade energética" Todas as interações humanas são formas de relacionamento. A diferença essencial entre elas é o nível de intimidade.

A intimidade só pode existir na relação entre duas ou mais pessoas, pois ela está relacionada à exposição de certos aspectos seus para outra pessoa. Podemos perceber quatro formas distintas de intimidade: a intimidade física, a intimidade intelectual, a intimidade emocional e a intimidade energética.

Intimidade física

A intimidade física diz respeito ao corpo e inclui também a intimidade sexual. Nos tornamos íntimos fisicamente quando conhecemos os detalhes físicos, as preferências sexuais, os gostos e os desgostos da pessoa em questão. Ainda há muita repressão com relação ao corpo e à sexualidade em nossa sociedade, por isso a intimidade física e sexual ainda é algo difícil de se conseguir.

Intimidade intelectual

A intimidade intelectual relaciona-se com crenças, valores, ideias e formas de pensar de cada um. Quando você compartilha quem você é através de suas ideias e daquilo que você acredita, você está expondo sua intimidade intelectual. O julgamento e o preconceito são os principais obstáculos da intimidade intelectual. A não aceitação das diferenças cria os conflitos e os desconfortos nos relacionamentos humanos.

Intimidade emocional

A intimidade emocional está relacionada aos sentimentos e emoções. Ao expô-las nos diversos contextos da vida, você está revelando sua intimidade emocional. Infelizmente, vivemos em uma cultura machista que julga certas emoções como um sinal de fraqueza, por isso muitas pessoas escondem sua intimidade emocional.

Intimidade energética

O físico, o mental e o emocional também são formas de energia. A intimidade energética ocorre na integração da intimidade física, intelectual e emocional. Esse nível de intimidade afeta profundamente todos os envolvidos, pois quando expomos nossa intimidade, influenciamos e somos influenciados por aqueles com os quais nos relacionamos. Há uma troca de energia em todos os níveis. Por isso, os relacionamentos humanos são uma grande oportunidade de desenvolvimento e crescimento pessoal.


http://www2.uol.com.br/vyaestelar


Imagens: google.com


domingo, 4 de agosto de 2013

Sexo não é intimidade

Intimidade não se consegue numa noite de sexo. Por maior que seja a troca, o prazer, a peripécia, o orgasmo. Intimidade é construída diariamente, na resolução de um conflito, na confissão de um trauma, na celebração das alegrias, na torcida por uma vitória, na confiança de partilhar os sonhos mais íntimos. E isso demanda tempo, investimento voluntário, e o desejo de comprometimento. Numa noite de sexo por sexo o que se consegue é uma espécie de alívio fisiológico, uma injeção efêmera de hormônios que causam prazer, ou nem isso. Sexo por sexo poderá ser tão saudável quanto sexo com amor, mas não promove intimidade. A carícia de quem ama alimenta os seus campos sutis, sua alma; a carícia de quem vivencia apenas o desejo alimenta o corpo. (Uma luz ilumina a superfície, a outra penetra.)

Penetrar um corpo numa relação sexual não necessariamente significa comunhão com ele. E o prazer, na ausência da comunhão, é muito mais solitário e individual, mesmo que simultâneo.

Penetrar um corpo com amor é ter vontade de perder-se e a confiança de que se estará seguro nesta entrega de todos os sentidos. Poderá haver tanta poesia numa relação quanto em outra, mas intimidade não. Poderá haver tanta diversão e desejo em uma como em outra, mas intimidade só se consegue com o antes e o depois em consonância com o durante.

Sexo sem amor pode ser tão gostoso quanto com. Mas poder dizer um EUTEAMO sonoro, com toda a força do teu coração, naquele momento em que alguém se funde a você, é um orgasmo-bônus que só a intimidade proporciona.


Imagens: google.com


Perdoar e Agradecer aos Pais

Perdão por eu não ter sido sempre um bom filho. Por eu ter me zangado e reclamado com vocês tantas vezes. Por eu ter batido o pé. Ter batido a porta. Por eu ter fechado a cara. Perdão por eu ter dado tanto trabalho. Tanta dor de cabeça. Por eu ter sido tão tolo.

Mas, sobretudo, muito obrigado.

Obrigado por ter cuidado de mim com tanto carinho. Por ter dedicado teu tempo e teu esforço para educar-me. Por sempre ter dito o que seria melhor pra mim. Como ter que acordar cedo para ir estudar. A dar valor ao que temos. A insistir, a perseverar. E até mesmo muito obrigado pelas vezes em que você “se meteu em minha vida” só para o meu bem.

Obrigado por ter segurado a minha mão em meus primeiros passos. Obrigado por ter me abraçado quando eu tive medo. Obrigado por ter me colocado no colo quando eu estava triste, ou por simplesmente ter chorado comigo quando o mundo inteiro parecia uma nuvem de lágrimas.

Eu sei que muitas vezes eu os deixei aflitos. Eu sei que muitas vezes eu os deixei tristes. Mas eu espero que vocês saibam que os teus sorrisos de satisfação é o que eu mais gosto de ver, quando eu consigo fazer algo de bom em minha vida.

E aconteça o que acontecer, eu sempre lembrarei de quem cantava para eu dormir, de quem aturava minhas travessuras e brincadeiras, de quem nunca se importou se o carinho que eu pedia era demais. - Para vocês, nunca era demais!

E por tamanho amor e dedicação tua, hoje eu sigo forte em minha vida. Talvez não tão feliz quanto vocês queriam, talvez não tão bom quanto vocês mereciam, talvez não tão vitorioso quanto vocês sonharam. Mas ainda lutando bastante, como você me ensinou.

É... às vezes dizemos as coisas mais cruéis, para as pessoas que mais amamos, mas isso é só por que somos estúpidos e sabemos que podemos contar com o perdão depois.

Pois, a verdade é que sempre pediremos perdão depois. Mas neste momento eu quero, especialmente, te dizer muito obrigado por ser meus pais. E quero te dizer que eu sempre, sempre, sempre amarei vocês.


Por: Augusto Branco


Imagens: google.com