domingo, 16 de outubro de 2011

Trabalho porque preciso

Quantas vezes já ouvi esse tipo de colocação em sessão terapêutica. E sinto muito em dizer que a maioria das pessoas se sente assim: Trabalham porque precisam, mas como se isso não bastasse, além da obrigação de ter que trabalhar para se sustentar, também se sentem limitadas e sem valor.

Claro que muitas vezes, de fato, o momento é difícil. Por exemplo, quando as empresas têm que enfrentar uma crise mundial que repercute em todas as áreas... Mas quando nos sentimos valorizados pelo que fazemos, qualquer peso fica mais fácil de carregar. Ainda que a pessoa tenha que encarar um longo dia de trabalho, se ela se sente recompensada, tudo muda de figura.

Sei que a maioria de nós, ao longo do caminho profissional, já se perguntou porque seguiu esse rumo e não gostou das respostas.

Pode ser que você seja uma dessas pessoas que escolheu a profissão muito cedo porque era hora de começar a trabalhar e, na verdade, tinha outros planos que adiou e agora fica difícil voltar. Outros ainda podem ter simplesmente se deixado levar por uma oportunidade e hoje vêem que fizeram uma escolha equivocada.

Questionar a vida faz parte do nosso crescimento como ser humano, pois, afinal, viemos para essa vida para aprender.

Assim, não é errado entrar nesses questionamentos. O que é desagradável é deixar passar o desgosto e ir empurrando com a barriga as coisas negativas que sentimos, para resolver num momento depois que nunca é encarado. Por que agir assim? Por que ter medo de responder às perguntas que brotam do coração?

Se a crise do mundo externo pesa em nós o que diríamos da crise interna? Será que podemos ou devemos deixar nossas inquietações de lado porque não temos respostas que nos agradem?

Muitas vezes, uma mudança naturalmente exigirá de nós uma série de sacrifícios. Mas nos sentir bem com nossos caminhos vale qualquer preço. Até o de encarar que a melhor resposta nos sinaliza que, apesar de não estarmos completamente felizes, fazendo o que fazemos, isto é o melhor que o momento pode oferecer.

Muitos de nós passamos mais tempo no trabalho do que com a família ou fazendo algo do seu gosto e é por isso que devemos encontrar um ponto de equilíbrio entre o que fazemos e o que gostamos de fazer. Às vezes, em algum momento, precisamos fazer concessões. Precisamos encontrar alegria em algo aparentemente sem graça.

Se, por acaso, não nos damos bem com nossos colegas precisamos nos perguntar por que. E tenho certeza que se a resposta for que são todos uns chatos ou mal intencionados, precisamos averiguar nossos valores porque, se assim for, o que você está vibrando para estar exatamente aí onde está? Por que sua vida profissional seguiu este rumo?

Mas, amigo, não se culpe. Algumas situações são kármicas, e não necessariamente negativas. Em alguns momentos de nossas vidas, precisamos trocar energias, aprender com essas pessoas que hoje fazem parte do seu mundo. Havia, então, onde você está um aprendizado, uma necessidade de perdão, de entendimento e de aceitação.

Ao longo da minha experiência como terapeuta e sensitiva, entendi que existem muitos resgates importantes acontecendo na vida profissional das pessoas e que ninguém é exatamente do mal nem do bem. As pessoas ao nosso redor não são culpadas da nossa desgraça, nós é que precisamos mudar.

Assim sendo, tenha coragem de analisar seu caminho e suas escolhas e lembre-se que fazer cursos e mais cursos sem saber para onde isso tudo está o levando, também de nada adianta. É como encher um carro de bagagem sem saber para onde ir.

Se sua vida está difícil e o ambiente complicado faça um exercício de perdão envolvendo a todos e tenha a coragem de mergulhar numa auto-análise profissional para descobrir se seus desejos podem ser realizados no mundo objetivo ou se são apenas miragens sem consistência ou uma espécie de sonho para aliviar a carga que você não quer carregar. E seja qual for a resposta que você encontrar, sempre lembre que para tudo há uma cura. Basta ter coragem de enfrentar seus próprios fantasmas...



Por: Maria Silvia Orlovas
Imagens: google.com


Atitude que muda o Karma

Conheci Ana Lucia quando me procurou para terapia e convivi com ela em cursos e grupos. Moça alta, bonita, formada em direito, tinha tudo para estar feliz, mas vivendo um momento difícil, com o fim de um casamento que durou 8 anos, estava triste. Trabalhamos em terapia questões familiares e de auto-estima porque no fim de uma relação afetiva é muito natural a pessoa estar meio destruída sem saber ao certo se errou ou acertou colocando um fim na relação. Nem sempre as coisas terminam claramente.

Perder a identidade quando se vive um relacionamento longo é bem natural, porque sem perceber vamos nos adaptando ao outro, cedendo às suas vontades e tentando conciliar nossos gostos e desejos, em função da perspectiva do outro. E não há nada exatamente errado nisso porque não somos reis nem rainhas e, portanto, temos mesmo que nos render às regras básicas da boa convivência.

Ceder faz parte de qualquer relação, ouvir o outro, aceitar seus pontos de vista também. Isso é o que podemos chamar de construir uma história de cumplicidade. Mas quando não recebemos de volta o que oferecemos, não adianta brigar, gritar, como havia feito Ana Lucia no seu casamento. Aliás, quando ela me procurou já tinha claro dentro de si que em alguns momentos ela cedeu além do que devia e, em outros momentos, gritou, brigou tentando colocar suas opiniões e sentimentos, e de nada adiantou.

Vimos, em Vidas Passadas, a guerreira forte que não quis aprender com os demais. Vimos também em outro encontro a versão oposta da mulher que guardou tudo dentro de si, mostrando uma submissão que não era verdadeira. Entendendo esses dois extremos da personalidade dela, tratamos de equilibrar as forças visando um bem-estar numa relação futura.

Ana Lucia tinha algo muito positivo. Essa moça era muito corajosa e honesta consigo mesma e, depois de sofrer tanto com o termino da relação, queria ver o que estava errado no seu comportamento para mudar. E isso é fundamental para a conquista do bem-estar, mas eu não esperava dela uma atitude tão sábia quanto a que ela teve numa viagem com uma amiga...

Voltando da Europa novamente veio me procurar. Feliz com as lembranças da viagem, relatou que estava muito mais tranqüila agora que aceitava ficar sozinha e respeitar seus limites, e não se colocava mais na condição de vitima como fez durante muito tempo. Mas veja, amigo leitor, que bonita a vivência que ela teve em Roma.

“Maria Silvia, estávamos em três amigas dividindo tudo, passeios, visitando museus, peregrinando pelas ruas, conhecendo lojas. Foi tudo muito bacana, mas uma das minhas colegas estava sempre mal humorada, fechada, meio triste e a gente carregando ela para todo lugar tentando mudar o astral.

Um dia, enquanto estávamos nos preparando para visitar o Vaticano, percebemos que ela colocou roupas mais formais, enquanto nós continuávamos de bermuda e camiseta pois fazia calor naqueles dias. Quando chegamos lá, não pudemos entrar justamente por conta de nossas roupas. Na hora, ficamos morrendo de raiva de nossa amiga. Tive vontade de xingar e gritar defendendo meu lado, mas não fiz isso. Respirei fundo e deixei passar. Minha outra colega ficou possessa e brigou bastante. Eu não agi assim. Como era uma viagem tão especial, resolvi que não iria estragar tudo ficando de mal humor e me mantive calma. enquanto as duas brigaram. Somente quando voltei ao Brasil é que fui conversar sobre o assunto. Nos encontramos e perguntei para ela por que havia agido assim. Por que não nos avisou da roupa correta para se usar na visita, já que ela sabia?

Levei em conta que minha amiga estava sofrendo, que era uma pessoa boa mas estava desarmonizada. Cheguei à conclusão que não valia à pena perder uma amizade por conta de uma atitude ridícula da parte dela. Fui superior e relevei sua atitude egoísta”. disse Ana Lucia triunfante.

Você pode estar pensando: o que tem a ver a amizade da Ana Lucia com o mau karma em seu casamento???

Ana Lucia venceu o karma porque controlou sua a ação impulsiva. Não somos uma pessoa no namoro ou casamento, outra na vida familiar, outra ainda no trabalho ou na amizade. Somos seres que se conectam a muitas facetas da vida, mas ainda assim somos um único ser. Se Ana Lúcia aprende controlar uma ação impulsiva na amizade, temos fortes indícios que ela fará o mesmo numa próxima vivência amorosa.

A energia, o karma, começa nela, e segue vibrando em suas atitudes. Se tivesse agido por impulso, por vingança, ou para descontar a raiva que sentia da colega de viagem, que cá entre nós acho que agiu muito errado. A atitude teria sido gritar, xingar, e estragar seus últimos dias de viagem, mas minha cliente aprendeu a lição, pensou antes de agir, ponderou os prós e os contras e não se deixou levar pelo impulso. No seu casamento, ela o tempo inteiro brigava ou cedia a situações erradas, cheia de raiva de forma totalmente impulsiva. Agora, ela caminhava mais leve, pensando, refletindo antes de agir. Com sabedoria, ela tinha um domínio maior de suas atitudes. Com isso, libertou-se do karma e está se abrindo a relações mais tranqüilas. Muitas vezes, as soluções não estão em nossas mãos, mas em outras circunstâncias. Mudar está mais perto de nós do que pensamos.


Por: Maria Silvia Orlovas
Imagens: google.com


Por que querer compreender a maldade?

Esta semana recebi uma canalização muito interessante onde os mentores falam sobre comportamento, karma e respeito. Estava refletindo sobre as atitudes de uma pessoa que agiu muito mal e pensando no quanto é triste ver o egoísmo, a maldade. Refletia buscando compreender tudo isso. Porém, quando tentamos compreender situações negativas não deixamos de nos molestar com as energias trevosas que levantamos. Ficamos tristes, podemos nos sentir derrotados, às vezes as pessoas chegam até a adoecer por conta de decepções e mágoas. Mas não é fácil seguir em frente quando algo pesado e negativo caiu sobre nós sem aparentes explicações.

Trabalhando com Vidas Passadas, já acessei muitas explicações de casos de desencanto e desamor, mas apesar de trazer um alívio, saber que em algum lugar do passado semeamos a discórdia que hoje colhemos, esta compreensão não alivia de todo o sentimento, porque nascemos para acertar. Casamos para construir uma relação de amor e troca, abrimos um negócio para dar certo. Então, conviver com as intempéries do destino não é fácil para ninguém.

Ao longo da minha caminhada como terapeuta, percebi que muitos desenganos poderiam ser evitados com atitudes lúcidas dos envolvidos, como olhar para o outro como ele é, não fantasiar relações, e dar tempo ao tempo. Como ensinaram os Mestres, na seguinte mensagem:

As pessoas são o que são.

A vida é feita de escolhas que formam uma grande teia chamada Karma. Cada um está onde deve estar, desempenhando as funções que escolheram para si mesmos. A vida é feita de etapas e acontecimentos. Porém, como enfrentar cada um dos desafios dependerá do livre-arbítrio de cada pessoa.

De um pé de rosas poderão nascer galhos cheios de espinhos, mas as flores são esperadas. Já de um pé de espinhos não se pode esperar por rosas.

É preciso observar tudo nas pessoas, seus olhos, suas roupas, suas doenças usando o filtro da compaixão que ilumina o sofrimento com sabedoria.

Vocês devem fazer o mesmo. Observem as pessoas com compaixão. Mas não se enganem vestindo sapos em príncipes. Não tenham pressa no amor, nem nas amizades. Deixem as pessoas se apresentarem como elas são.

Cada um escreve seu destino, e a nós mentores cabe apenas ajudar. Não julgamos, deixamos que a grande lei faça isso por nós.

As pessoas provocam a reação da grande lei, e é assim que se escreve as páginas do destino. Por isso pode-se dizer que Deus está além do bem e do mal.

Deus está além da dualidade e vocês podem pedir refúgio a ele agindo sempre com amor e reverencia. E lembrem-se de que todos os benefícios das preces operam milagres em vocês.

Bênçãos e Luz!



Autoria de: Maria Silvia Orlovas
Imagens: google.com


Dar liberdade ao outro

“Se nós amamos realmente alguém, desejamos que esse alguém seja feliz e harmonioso. Quando, porem, por meio do que se chama morte, um indivíduo prefere aceitar oportunidade melhor para sua futura expressão, se lhe tivermos o mais leve lampejo de Amor, não devemos sentir pesar nem desejar prender este ser amado num estado do incapacidade, quando ele pode ir avante, para maior Repouso e Liberdade.”

Tal atitude para com a vida não só impede a realização de tudo o que vale a pena ser realizado, como torna o indivíduo incapaz, enche-o de piedade por si mesmo, o que é um dos mais sutis e insidiosos caminhos pelo qual a força sinistra quebra sua resistência e torna-o negativo.



Mensagem de: St Germain
Do livro: Presença Mágica
Imagens: google.com


sábado, 15 de outubro de 2011

Se um homem quer você

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe, se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.

Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer. Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.

Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, ”dane-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.

Não conserte. Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”. Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores. A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.

Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele. Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.

Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você. Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.

Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso. Nunca deixe um homem definir quem você é. Nunca pegue o homem de alguém emprestado.

Se ele traiu alguém com você, ele te trairá. Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Todos os homens NÃO são cachorros.

Você não deve ser a única a fazer tudo… compromisso é uma via de mão dupla. Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.

Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar. Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.

Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto. Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…

Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.

Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo oque você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…

Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.

O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas: Dr. Phill

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.

Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa.



Texto de Oprah Winfrey.
CUIDEM BEM DE SEUS CORAÇÕES…
http://almasdouradas.blogspot.com/2009/08/sobre-eles.html -(Presente da Cris)
Imagens: google.com


Mania de explicação

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.

As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia.

Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

Solidão
é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização
é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.

Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero
são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.

Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão
é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento
é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade
é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença
é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva
é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade
é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão
é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa
é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência
é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção
é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.

Amor
é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.




Por: Adriana Falcão
Imagens: google.com


Vocabulário da Vida

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo
: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo
: É quando o estranho passa a ser amigo que ainda não abraçamos.

Caridade
: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho
: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme
: É quando o coração fica apertado porque confia em si mesmo.

Cordialidade
: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que o tratamos.

Doutrinação
: É quando a gente conserva o espírito colocando o coração em cada palavra.

Entendimento
: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.

Evangelho
: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução
: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

: É quando a gente diz que vai escalar um everest e o coração já o considera feito.

Filhos
: É quando deus entrega a jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome
: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade
: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja
: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lealdade
: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Lágrima
: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Mágoa
: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade
: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Mediunidade
: É quando a gente serve de instrumento em uma comunidade mediúnica e a música tocada parece em noturno de chopin.

Morte
: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos
: É quando deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Obsessor
: É quando o espírito adoece, manda embora e compaixão e convida a vingança para morar com ela.

Ódio
: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho
: é quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz
: É o prêmio de quem cumpre o dever.

Perdão
: é uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume
: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo
: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça
: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva
: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação
: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que faz, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade
: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo
: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade
: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade
: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão
: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfuo
: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura
: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade
: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.



Por: © Luiz Gonzaga Pinheiro
Imagens: google.com